Sábado, Julho 20, 2024
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Jovens acusados de terem queimado o Comité do MPLA no Benfica, começaram a ser julgados esta terça-feira – Juiz mandou recolher à cadeia os arguidos que estavam em liberdade

O Tribunal da Comarca do Benfica, em Luanda, deu início, esta terça-feir,24, ao julgamento de 21 jovens acusados pelo Ministério Público (MP) de terem incendiado e destruído o Comité de Acção do MPLA, no distrito urbano do Benfica, em Janeiro de 2022, aquando da greve dos taxistas, soube o Portal.

Os jovens são acusados pelos crimes de danos com violência, ofensas simples, associação criminosa, incêndio e explosão, furto qualificado, ameaças, instigação pública, desobediência, atentado contra a segurança dos transportes e participação em motim.

A audiência teve iniciou na tarde desta terça-feira, na 14.ª secção da sala dos crimes comuns do Tribunal do Benfica, estendeu-se até ao princípio da noite, e ficou marcado, neste primeiro dia, pelas questões prévias e pela leitura da acusação.

O Novo Jornal soube que dos 21 arguidos arrolado no processo, sete estão em prisão preventiva e 14 em liberdade sob termo de identidade e residência.

Inicialmente eram 22 arguidos, mas um dos 15 que aguardavam em liberdade faleceu o ano passado enquanto aguardava pelo julgamento.

Esta terça-feira, no primeiro dia de julgamento, os 14 arguidos em liberdade não comparecerem ao tribunal e nem justificaram as razões das ausências.

Por este facto, o juiz do processo emitiu o mandado de prisão e ordenou que os mesmos fossem recolhidos à cadeia, por desrespeito ao tribunal.

Os actos de que os jovens são acusados, ocorreram no dia 10 de Janeiro de 2022, durante a greve dos taxistas em Luanda da qual resultou a destruição da sede do Comité de Acção do MPLA, partido no poder, e de um autocarro do Ministério da Saúde.

Avelino Pedro, o advogado do MPLA, pede responsabilização dos arguidos por considerar que foram de facto eles quem vandalizaram o comité.

“O MPLA é o ofendido nos autos e pretende reaver tudo que foi destruído no seu Comité de Accão distrital do Benfica”, disse o causídico.

Segundo o MP, os actos criminosos resultaram em danos avaliados em mais de 90 milhões de kwanzas.

A acusação descreve que para além da destruição das infra-estruturas, foram ainda subtraídos um gerador semi-industrial, oito motorizadas de três rodas, o mesmo número nas duas rodas, 12 aparelhos de ar condicionados e 20 computadores portáteis.

Em função dos demais arguidos não se fazerem presente no primeiro dia, o tribunal suspendeu a sessão para retomar no dia 09 de Fevereiro, já com a presença dos 21 arguidos na condição de presos.

Fonte: NJ

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