
Cuanza-Norte, Malanje, Bengo, Cuanza-Sul e até mesmo Luanda constam das zonas que já apresentam sinais claros de cheias, pelo que se devem tomar medidas urgentes na cadeia de drenagem das águas do país, alertou o engenheiro hidráulico Francisco Lopes, apelando para a necessidade de intervenções antecipadas para que não ocorram situações semelhantes às de Benguela, onde as cheias mataram cerca de 20 pessoas, causaram perto de 60 desaparecidos e desabrigaram ainda centenas de milhares de famílias por conta da destruição das respectivas casas, estabelecimentos comerciais e equipamentos sociais de vários tipos
A falta de gestão das infra- estruturas ligadas ao sistema nacional de drenagem de água pode colocar várias regiões do país em risco de cheias, conforme alertou o engenheiro hidráulico Francisco Lopes, em declarações ao jornal OPAÍS. Segundo o especialista, caso não se tomem medidas preventivas, a situação das cheias que ocorreu em Benguela, matando cerca de 20 pessoas e desabrigando milhares de famílias por meio da destruição de casas, pode, igualmente, ocorer em várias outras partes do país.
Cuanza-Norte, Malanje, Bengo, Cuanza-Sul e até mesmo Luanda constam das zonas que já apresentam sinais claros de cheias, pelo que devem ser tomadas medidas urgentes na cadeia de drenagem das águas do país, alertou Francisco Lopes. Para o especialista, as cheias não vêm do nada.As cheias, destacou, acontecem porque determinados objectivos não foram alcançados, sobretudo relacionados à falta de manutenção das infra-estruturas que transportam a água das chuvas e rios para o mar.
Francisco Lopes explicou que esse processo de manutenção das infra-estruturas deve ter como foco a gestão de todas as águas que o país recebe, quer por meio das enchentes dos rios, quer por daquelas que caem durante o tempo de chuva. “No período chuvoso e não chuvoso. Então, significa dizer que as águas que caem no período chuvoso têm que ser controladas, têm que ser armazenadas para servir no período não chuvoso. E, portanto, há que criar, nesse caso, mais infra-estruturas”, apontou, acrescentando ainda que, “se temos tempo que não chove, então nós temos que armazenar a água da chuva para alimentar a agricultura, mesmo em período não chuvoso, por meio da construção de diques, de açudes e de albufeiras”.
Fonte: OPAÍS



