
O Parlamento viveu esta quinta-feira, 23, um momento de tensão política como há muito não se via entre os deputados do MPLA e da UNITA, obrigando mesmo o presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, a suspender temporariamente os trabalhos.
A interrupção da Plenária deu-se quando vários deputados da bancada parlamentar do MPLA chamaram os deputados da UNITA de assassinos e bandidos, o que levou estes parlamentares a reagirem com indignação e ruidosamente.
O insulto do lado do MPLA começou com o deputado João Mpila Mossi Domingos, que afirmou que em 2002, após a morte do líder da UNITA Jonas Savimbi, o MPLA tinha tudo para exterminar todos os dirigentes, militantes e simpatizantes deste partido.
O deputado afirmou que a UNITA “tem plena consciência de que não vai vencer as eleições de 2027”.
A declaração causou perplexidade e deixou visivelmente consternados os deputados da UNITA, que começaram a reagir, facto que levou a maioria dos deputados do MPLA a levantarem-se a gritaram “assassinos” para o lado da bancada do maior partido da oposição.
Jornalistas no local relatam que o clima escalou para uma total desordem, e para acalmar os ânimos, o presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, decidiu suspender a plenária temporariamente, perante o caos instalado.
Depois de reunir com os líderes parlamentares, Adão de Almeida mandou reiniciar os trabalhos perto das 14:50, dizendo aos deputados, em tom de aviso, que o Parlamento é um local de bate livre mas também de respeito mútuo, devolvendo de seguida a palavra ao deputado do MPLA que começou este problema e este pediu desculpa aos colegas e aos militantes da UNITA.
A sessão desta quinta-feira incide no debate, na generalidade, do Projecto de Lei sobre o Exercício do Direito de Oposição Democrática, uma iniciativa da UNITA.
Fonte: NJ



