Terça-feira, Julho 23, 2024
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Degradação das vias de acesso do Palanca 2 dificulta vida aos automobilistas que temem tempo das chuvas – Administração diz que ainda este ano as estradas serão reabilitadas

Quem diariamente circula pela rua Olímpio Macuéria, também conhecida como estrada nova do Palanca e pela via do Dinak, que dá acesso à lixeira do avô Kumbi, consegue perceber os problemas que os condutores enfrentam por causa do mau estado das estradas.

A degradação das principais vias de acesso do distrito urbano do Palanca, no município do Kilamba Kiaxi, está a deixar agastados os automobilistas que circulam pelo bairro, que manifestaram a sua preocupação à imprensa com os estragos que as chuvas que se avizinham poderão causar.

A via do largo do Zaba, por exemplo, é uma das principais do Palanca-2, onde estão localizadas a estrutura física da administração do distrito e o centro materno infantil. A via fica intransitável em tempos de chuvas e muitos são os automobilistas que optam por dar longas voltas para não passarem pelas águas que ali ficam paradas, dias a fio.

Na via da rua Olímpio Macuéria, já foi fechado o buraco que havia na ponte que desabou em Fevereiro de 2019, mas a estrada continua deteriorada, tornando difícil a circulação dos automóveis no troço rodoviário que liga o Sanatório ao antigo campo da ex-Força Aérea Popular de Angola (FAPA), no bairro Popular.

A qualquer momento poderá chover e os taxistas que fazem daquelas estradas a sua maior fonte de rendimento lamentam quase todos os dias pela actual realidade das vias de acesso do Palanca-2.

Artur Gonçalves, que se mostrou descontente com as condições que a ponte da estrada nova apresenta, contou que, quando chove, ninguém consegue passar por lá.

“Nós sofremos muito com tudo isto, trabalho nesta via há cinco anos e, quando chove, ninguém consegue passar por aqui, porque a estrada fica intransitável”, disse.

“Alguns colegas meus estão parados, porque as suas viaturas se estragaram nesta estrada, no tempo seco as coisas já foram difíceis, infelizmente a situação vai piorar com as chuvas”, acrescentou o taxista.

O jovem Edvánio Francisco contou que para conservar a sua viatura, parou de usar a via do Olímpio Macuéria há três anos, apesar de ser o caminho mais próximo do seu local de trabalho.

” Há três anos que prefiro dar volta pela avenida Deolinda Rodrigues e fazer o contorno no viaduto do Catetão e depois sigo pela rua do laboratório criminal, para conseguir chegar seguro até ao meu local de trabalho”, contou.

Os taxistas que fazem a rota Palanca-Sanatório e avô Kumbi lamentam igualmente pela degradação daquela via, dizendo que “os pontos mais críticos na época chuvosa são as imediações da lixeira do avô Kumbi e o largo do Zaba, onde, defronte ao centro materno, fica muito alagado e dificulta a passagem dos carros, bem como dos peões”.

Após à imprensa ter ouvido os depoimentos dos taxistas e de outos automobilistas, seguiu para a administração do distrito do Palanca, onde contactou o administrador adjunto para a área técnica, Euclides Cristóvão, que assegurou que, “em breve”, as vias serão reabilitadas, mas nem todas beneficiarão de um tapete asfáltico.

” A estrada da rua Olímpia Macuéria será reabilitada ainda este ano em toda sua dimensão pela empresa Mota-Engil, após os acabamentos finais da obra no distrito do Neves Bendinha.”

Euclides Cristóvão esclareceu também que as vias internas (secundárias e terciárias) serão apenas terraplanadas, e não vão ser asfaltadas, como é o caso da rua do Dinak e do Kayango.

O administrador adjunto para área técnica disse ainda que “o gabinete de infraestruturas e serviços técnicos do Governo Provincial de Luanda é que está à frente do processo da obra de reabilitação que será feita nas estradas do Palanca”.

Há mais de dez anos que a rua do Zaba não beneficia de um tapete asfáltico e o asfalto da rua da estrada Nova já foi à vida, tanto é que alguns condutores usam como alternativas as ruas do Palanca-1 para chegarem até à cidade sem dificuldades, mas o trajecto não é o mesmo para quem faz serviço de táxi dos congolenses, tendo a via da Olímpia Macuéria como trajecto.

Fonte: NJ

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