Sexta-feira, Julho 19, 2024
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Basquetebolistas ponderam processar D`Agosto

Um grupo de oito jogadores, que regeitaram (rescindiram) manter-se na equipa sénior masculina de basquetebol do 1.º de Agosto equacionam processar o clube, por incumprimento contractual e dívidas em salários e prémios de jogos.

De acordo com Zacarias Geremias, um dos advogados dos atletas, em declarações à imprensa, em Luanda, o pensamento surge na sequência de sucessivos incumprimentos por parte do clube “militar” das várias tentativas de se chegar a consenso.

Disse que a direcção da colecividade do RI20 até tem se mostrado disponível à conversa, mas que tudo não passa disto mesmo, pelo que a equipa de advogados pondera formalizar uma queixa ao tribunal.

Acrescentou que, desde 15 de Maio que decorrem conversações, não se chegou a um acordo porque supostamente a outra parte age de modo a ganhar tempo.

Terça-feira (26), de acordo com o jurista Zacarias Geremias, foi marcado mais um encontro para análise e confirmação da documentação referente à divida para com os jogadores, mas os representantes do 1.º de Agosto não compareceram.

Trata-se dos basquetebolistas Edson Ndoniema, Geraldo Santos, Hermenegildo dos Santos, Islando Manuel “Papa Ngulo”, Juscelino Ricardo, Mohammed Cisse, Felizardo Ambrósio e Tárcio Domingos.  

Recorde-se que a direcção do 1.º de Agosto já se pronunciou publicamente em relação ao assunto, assumindo que tal teria solução, de acordo com o interesse das partes envolvidas.

Os jogadores do basquetebol não constituem um caso isolado. Passam pela mesma situação atletas de outras modalidades como o xadrez e futebol, além de funcionaríos da colectividade que, na sequência, já esboçaram uma greve reivindicando pagamentos de ordenados.

Em março de 2022, o Ministério das Finanças (Minfin) reduziu a verba destinada ao 1º de Agosto de 800 milhões de kwanzas mês, proposto pelo clube, para 200 milhões a serem disponibilizados por via do Ministério da Defesa.

O Minfin até pretendia atribuir inicialmente apenas Akz 150 milhões, mas o argumento da outra parte de que seriam insuficientes motivou o acréscimo.

No entanto, esse valor (Akz 200 milhões) será alocado apenas em período determinado até que a formação “militar” encontre outras vias de financiamento.

De lá até cá, o 1º de Agosto atravessa uma crise nunca antes vista, desde a fundação da colectividade em 1977, sendo das mais tituladas do país em várias modalidades.

A extinção do voleibol, a dívida com atletas e equipas técnicas, fundamentalmente do futebol e basquetebol são inequívocos xemplos da crise financeira que a agremiação atravessa.

Fonte: Angop

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