Sexta-feira, Julho 19, 2024
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Angola prevê crescer 1,3% este ano

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa o crescimento de Angola para 1,3% este ano, menos de metade da previsão de 3,3% para a África subsaariana, e estima uma recessão de 6,2% na Guiné Equatorial.

“Na África subsaariana, o crescimento deverá declinar para 3,3% em 2023 antes de aumentar para 4% em 2024, havendo revisões em baixa de 0,2 pontos e 0,1 pontos, respetivamente, para 2023 e 2024, com o crescimento a manter-se abaixo da média histórica de 4,8%”, diz o FMI no relatório sobre as Perspetivas Económicas Mundiais, hoje divulgado em Marraquexe, onde decorrem os encontros anuais do FMI e do Banco Mundial.

“O abrandamento projetado reflete, em muitos casos, a degradação dos choques climáticos, o abrandamento mundial e problemas na oferta interna, incluindo, principalmente, no setor da eletricidade”, lê-se no relatório, que apresenta apenas alguns dados macroeconómicos sobre os países africanos, deixando a análise para o final da tarde de hoje, quando começarem a ser divulgados os documentos específicos sobre a região.

Ainda assim, neste ‘World Economic Outlook’, o FMI já apresenta os dados sobre o crescimento macroeconómico e inflação, entre outros, para todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e alerta para o aumento do sobre-endividamento na África subsaariana.

O Fundo avisa que “os custos de endividamento para os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento continuam elevados, limitando a despesa prioritária e aumentando o risco de sobre-endividamento”.

No relatório, o FMI diz que a percentagem de países que paga mais de 10% para se endividar no mercado financeiro internacional era de 24% em agosto, muito mais elevada do que os 9,3% de países que, em agosto de 2021, pagavam mais de 10% de juros ao ano.

“Para a África subsaariana, os juros ainda excedem os 680 pontos-base [6,8% do total do empréstimo] em mais de metade dos casos, e a percentagem de países de baixo rendimento (56%) e mercados emergentes (25%) em elevado risco ou já em sobre-endividamento este ano continua elevada, como no ano passado”, alerta no relatório.

Fonte: AN

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