
Angola assinalou o regresso aos mercados internacionais com a segunda emissão de Eurobonds, deste ano, avaliada em 1,5 mil milhões de dólares, após a primeira ter acontecido em Março.
Segundo o Ministério das Finanças, a operação registou um nível de procura significativa no livro de ordens, avaliada em cerca de 4,01 mil milhões de USD.
Para o governo, a operação evidencia a confiança na trajectória macroeconómica e na consistência da política financeira do país.
A iniciativa que foi estruturada como uma operação integrada de gestão de passivos, combinou a recompra de dois Eurobonds em circulação com a emissão de novos instrumentos de dívida, estes com maturidades em 2031 e 2037 e taxas de 8.250% e 9.5%, respectivamente, permitindo uma actuação directa sobre a estrutura do stock da dívida pública.
O Ministério das Finanças avança igualmente que a mobilização dos recursos reforça a capacidade de intervenção do Estado em duas frentes essenciais.
Por um lado, permite melhorar o perfil da dívida, reduzindo riscos de refinanciamento e equilibrando o calendário de maturidades.
Para especialistas em assuntos financeiros e de mercado, os valores alcançados assegura suporte à execução orçamental, garantindo a continuidade das prioridades definidas no Orçamento Geral do Estado, conforme previsto no Plano Anual de Endividamento 2026.
O governo descreve a operação como o reflexo de uma abordagem proactiva e consistente com a Estratégia de Endividamento de Médio Prazo 2026-2028.
Fonte: CK



