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“Ataque cibernético à Unitel deve ser investigado com rigor”, defendem especialistas

Durante o debate, os participantes apresentaram diferentes perspectivas sobre a natureza do ataque, mas convergiram na necessidade de maior transparência, apresentação de elementos técnicos e reforço dos mecanismos de protecção das infra-estruturas digitais consideradas estratégicas para Angola.

O especialista Luís Van-Dúnem considerou que o incidente não deve ser interpretado como um caso de negligência da operadora, defendendo que os indícios disponíveis apontam para uma acção criminosa deliberada contra os sistemas da empresa.

“Tudo indica que houve uma invasão deliberada aos sistemas”, afirmou, explicando que se tratou de um acesso não autorizado à infraestrutura tecnológica da Unitel.

Na mesma linha, o cientista político Eurico Gonçalves defendeu que o caso deve ser analisado para além da dimensão empresarial, tendo em conta o papel da operadora no funcionamento da economia e dos serviços de comunicação no país.

Para o especialista, a protecção das infra-estruturas digitais críticas envolve também uma responsabilidade do Estado.

“A protecção destas infraestruturas é também uma responsabilidade do Estado”, afirmou Eurico Gonçalves.

Já o especialista Almeida Pinto defendeu que a Unitel deve apresentar mais informações técnicas que sustentem a classificação do incidente como um ataque cibernético. Segundo explicou, é necessário conhecer os elementos que permitiram identificar a origem da invasão e confirmar a existência de uma eventual exigência de resgate financeiro.

“É preciso apresentar evidências técnicas que sustentem essa conclusão”, referiu.

Por sua vez, o político Alexandre Sebastião admitiu que o ataque poderá estar associado a um acto de sabotagem, incluindo motivações de carácter pessoal ou de retaliação, mas defendeu que todas as hipóteses devem ser investigadas pelas autoridades competentes.

“A hipótese de sabotagem não pode ser descartada sem investigação”, declarou.

O debate surge na sequência do ataque informático que afectou os serviços da maior operadora móvel de Angola, reacendendo a discussão sobre a cibersegurança nacional, a protecção de dados e a necessidade de aumentar a resiliência das infra-estruturas digitais do país.

Fonte: CK

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