domingo, maio 19, 2024
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Tiroteio faz um morto no Rocha Pinto

Um vendedor ambulante, de nome João Paulo Mutala, 56 anos, foi morto a tiro, na noite de sábado, no Bairro Rocha Pinto, Distrito Urbano da Maianga, em Luanda, durante uma desavença entre dois grupos rivais, ocorrido junto a um local da zona, conhecido por “Apetece”

O porta-voz da Delegação Provincial de Luanda do Ministério do Interior, intendente Mateus Rodrigues, explicou que a Polícia Nacional foi alertada para uma ocorrência, por volta das 21h30, na Avenida 21 de Janeiro, que punha em causa a ordem e tranquilidade públicas.
Mateus Rodrigues disse que os primeiros agentes da Polícia Nacional que chegaram ao local numa viatura de patrulha foram recebidos com pedras, por parte dos populares, e algumas viaturas que circulavam àquela hora, na avenida das mais movimentadas de Luanda, foram danificadas, sem contudo avançar números.
Como resultado da contenda entre os dois grupos rivais, o trânsito automóvel, na Avenida 21 de Janeiro, foi desviado para a zona da Samba, enquanto os agentes da ordem pública envidavam esforços para repor a tranquilidade.
Segundo o porta-voz da Polícia Nacional em Luanda, a situação registada na noite de sábado na Avenida 21 de Janeiro, levou os efectivos a recuarem, tendo solicitado reforços de unidades próximas da circunscrição, sem necessidade de forças especiais. 
Por volta das 22h00, um contingente melhor estruturado foi enviado ao local e quando lá chegou encontrou o cadáver do cidadão João Paulo Mutala, que foi removido para a morgue do Hospital Josina Machel e o autor do disparo encontra-se em fuga.
Foram ainda removidos da via pública vários obstáculos, como pneus, jantes e troncos de árvores, colocados pela população que estava a impedir a fluidez do trânsito, o que veio depois a viabilizar a circulação automóvel, tendo algumas delas sido danificadas.
Mateus Rodrigues pediu aos automobilistas que viram as suas viaturas danificadas para se dirigirem ao Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional, na Avenida Deolinda Rodrigues, para serem orientados sobre os procedimentos a adoptar. 
A Polícia Nacional e o Serviço de Investigação Criminal (SIC) desenvolvem diligências na zona, com vista a apurar os motivos da confusão, localizar os integrantes de ambos os grupos, para deter o autor do disparo que vitimou o cidadão João Paulo Mutala. 
“Só a investigação em curso é que vai determinar os autores do disparo e recolher outros elementos, que vão permitir saber as causas da desavença”, disse Mateus Rodrigues que acrescentou que não houve nenhum detido.
Este ano, é o terceiro tumulto, com registo de vítimas mortais, ocorridos na Avenida 21 de Janeiro, no Bairro Rocha Pinto, um dos quais envolveu, em Março último, a vendedora ambulante Juliana Cafrique, durante a “Operação Resgate”, cujo autor do disparo foi um agente da Polícia Nacional. 
“O Comando Provincial de Luanda da Polícia Nacional está preocupado pelo facto de que sempre que chamada a intervir, no Bairro Rocha Pinto, os efectivos da corporação são apedrejados pela população”, disse Mateus Rodrigues.

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