
A direção da candidatura do general Francisco Higino Lopes Carneiro está reunida desde as primeiras horas desta quarta-feira, 22, para analisar a decisão da Subcomissão de Candidaturas do MPLA, que chumbou o processo do candidato por alegadas “inúmeras irregularidades”.
A equipa de Higino Carneiro deverá tornar pública a sua posição logo após o encerramento da reunião. O coordenador da Subcomissão de Candidaturas, Job Capapinha, confirmou que o dossiê apresentado pelo candidato continha várias irregularidades. De acordo com o responsável, o processo será remetido aos órgãos competentes do partido para apreciação, acrescentando que alguns dos factos identificados poderão configurar ilícitos de natureza criminal.
Higino Carneiro formalizou a sua candidatura à presidência do MPLA no dia 25 de junho de 2026, entregando um dossiê que, segundo a sua equipa, reunia mais de 19 mil assinaturas de apoio, no âmbito do processo preparatório do IX Congresso Ordinário, previsto para dezembro deste ano.
Entretanto, na sequência da verificação realizada pela Subcomissão de Candidaturas, mais de nove mil assinaturas foram invalidadas, tendo sido validadas apenas cerca de duas mil, número insuficiente para cumprir os requisitos exigidos pelo regulamento do processo.
O prazo para a entrega dos dossiês de candidatura à Subcomissão termina a 25 de outubro de 2026. Paralelamente ao processo político, Higino Carneiro é arguido em dois processos que correm na Procuradoria-Geral da República (PGR): o Processo n.º 46/19, por alegado crime de peculato, e o Processo n.º 48/20, por alegada burla qualificada. Ambos os processos encontram-se em tramitação, mantendo-se aplicável o princípio da presunção de inocência até decisão judicial definitiva.
Fonte: CK



