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Sílvia Lutucuta confirma feridos em estado crítico após tragédia na EN-100

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, revelou que alguns dos sobreviventes do grave acidente de viação ocorrido na Estrada Nacional 100 (EN-100), na província do Cuanza-Sul, permanecem em estado crítico, exigindo cuidados médicos altamente especializados. A informação foi prestada durante uma atualização sobre a assistência prestada às vítimas da tragédia, que já provocou 22 mortos e vários feridos.

Segundo a governante, os pacientes transferidos para o Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere, em Luanda, correspondem aos casos de maior gravidade, devido à extensão das queimaduras e ao estado clínico em que deram entrada na unidade hospitalar.

Sílvia Lutucuta explicou que um dos feridos encontra-se em estado bastante crítico e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde recebe suporte ventilatório e acompanhamento permanente por uma equipa multidisciplinar. Outros três pacientes, também com queimaduras graves, estão a ser submetidos a avaliações clínicas especializadas para definição do tratamento mais adequado.

A ministra alertou que as queimaduras extensas representam um dos maiores desafios no tratamento destes doentes, uma vez que a destruição da pele compromete a principal barreira natural de proteção do organismo, aumentando significativamente o risco de infeções graves e outras complicações clínicas.

Enquanto os casos mais complexos recebem cuidados diferenciados no Hospital dos Queimados, os pacientes com lesões consideradas menos graves continuam internados no Hospital 17 de Setembro, onde permanecem sob vigilância médica e a receber o tratamento necessário.

Sílvia Lutucuta assegurou que o Ministério da Saúde continua a mobilizar recursos humanos e técnicos para garantir a melhor assistência possível às vítimas, destacando o empenho das equipas médicas envolvidas na resposta à emergência.

A tragédia na EN-100 voltou a evidenciar a necessidade de reforçar as medidas de prevenção da sinistralidade rodoviária em Angola, ao mesmo tempo que colocou à prova a capacidade de resposta do sistema nacional de saúde perante acidentes de grande dimensão, exigindo uma articulação rápida entre diferentes unidades hospitalares para salvar vidas e minimizar as consequências das lesões sofridas pelas vítimas.

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