
A Unitel confirmou a abertura de uma investigação criminal na sequência do ataque cibernético que atingiu os seus sistemas no passado dia 28 de julho, provocando a interrupção de vários serviços durante mais de 30 horas. O objetivo é identificar a origem do ataque, responsabilizar os seus autores e reforçar os mecanismos de proteção contra futuras ameaças.
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração da operadora, Aguinaldo Jaime, durante a cerimónia que assinalou a entrada da Unitel na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), em Luanda. Segundo o gestor, a empresa está a colaborar estreitamente com as autoridades competentes na investigação do caso, classificado como um crime informático de elevada gravidade.
Aguinaldo Jaime explicou que, desde o momento em que o incidente foi detetado, a Unitel mobilizou equipas especializadas e reforçou os seus recursos tecnológicos para conter os efeitos do ataque, recuperar os serviços afetados e aumentar a resiliência dos seus sistemas. Apesar de a maioria das funcionalidades já ter sido restabelecida, os trabalhos de monitorização e recuperação continuam.
O responsável salientou que ataques cibernéticos representam um desafio crescente para empresas em todo o mundo e defendeu que a capacidade de responder rapidamente a este tipo de incidentes constitui um dos principais fatores que distinguem organizações tecnologicamente preparadas. Acrescentou que a Unitel está a seguir as melhores práticas internacionais em matéria de cibersegurança e investigação digital para garantir que situações semelhantes possam ser prevenidas no futuro.
Na mesma ocasião, a presidente da Comissão Executiva da BODIVA, Cristina Lourenço, manifestou preocupação com os transtornos causados aos clientes da operadora, reconhecendo o impacto que a interrupção dos serviços teve na comunicação, nas operações financeiras e noutras atividades que dependem da rede móvel.
O incidente voltou a colocar em evidência a importância de reforçar os investimentos em cibersegurança, num momento em que a crescente digitalização dos serviços torna empresas e instituições cada vez mais expostas a ataques informáticos. A investigação agora iniciada deverá permitir esclarecer as circunstâncias do ataque e contribuir para o fortalecimento da proteção das infraestruturas digitais da maior operadora móvel de Angola.



