
É o maior investimento industrial de Angola em décadas e o relógio não para. A Sonangol já injectou 1,5 mil milhões de dólares na construção da Refinaria do Lobito, em Benguela, e o presidente do Conselho de Administração, Sebastião Gaspar Martins, garante que o projeto não vai parar — mesmo com o custo total a chegar aos 6,2 mil milhões de dólares.
A visita do ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, acompanhado pela sua homóloga do Botswana, Bogolo Joy Kenewendo, serviu de palco para reafirmar o compromisso: a primeira fase da Refinaria arranca em 2027.
No terreno, o trabalho avança. Tanques de armazenamento, vias de acesso, áreas administrativas e sistemas logísticos de receção e expedição de produtos já estão erguidos.
O sistema de captação de água, localizado no município do Biópio, a cerca de 30 quilómetros da refinaria, está praticamente concluído.
Sebastião Gaspar Martins reconheceu que alguns equipamentos têm prazos de entrega longos — uma pressão agravada pelas perturbações no sistema logístico global, com reflexos directos da instabilidade no Médio Oriente. Ainda assim, o gestor não vacilou: a primeira fase, assente num sistema de produção mais simples, está em fase avançada.
Numa segunda etapa, será implementada a fase de conversão, que aumentará a complexidade operacional da refinaria e permitirá maximizar o aproveitamento do petróleo bruto processado — elevando Angola a um novo patamar de soberania energética.
O projeto é financiado com fundos próprios da Sonangol, estando em curso a procura de novos parceiros e fontes de financiamento para sustentar o investimento até à conclusão total.
A Refinaria do Lobito não é apenas uma obra. É a maior aposta de Angola na sua independência energética — e 2027 é o ano em que o país saberá se valeu a pena.
Fonte; JA



