
A presidente do Tribunal Constitucional (TC), Laurinda Cardoso, advertiu, nesta Quarta-feira, em Luanda, que as eleições gerais de 2027 serão as primeiras no país a serem realizadas com uso massivo da inteligência artificial generativa – tecnologia que pode vir a ser utilizada para produzir documentos falsos, vídeos manipulados e campanhas de desinformação – capazes de comprometer a lisura do processo
A falar na cerimónia solene alusiva aos 18 anos de institucionalização do Tribunal Constitucional, a magistrada considerou que o próximo ciclo eleitoral vai decorrer num ambiente substancialmente diferente daquele que marcou as eleições anteriores, devido à rápida expansão das tecnologias de inteligência artificial.
Segundo explicou, a produção de documentos sintéticos praticamente indistinguíveis dos originais, vídeos falsificados (as “deepfakes”), gravações de áudio manipuladas e campanhas coordenadas de desinformação já constituem uma realidade em várias partes do mundo e poderão igualmente afectar Angola.
“As eleições gerais de 2027 serão o primeiro ciclo eleitoral angolano realizado num mundo de inteligência artificial generativa universal”, afirmou.
Laurinda Cardoso referiu que estas ferramentas tecnológicas já foram utilizadas noutros países para criar conteúdos falsos, envolver figuras públicas e instituições, com potencial para influenciar processos políticos, desacreditar os tribunais e gerar desconfiança entre os cidadãos.
Fonte: OPAÍS



