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Oposição entende que escândalos financeiros na AGT ″são um cancro″ que fragiliza a gestão pública do País – Ministra das Finanças fala em reforço do controlo interno

A UNITA, o PRS e a FNLA consideram que os graves escândalos de desfalquena Administração Geral Tributária (AGT), com desvios milionários, “são um cancro” que expõe as fragilidades no sistema de fiscalização e gestão pública do País.

Também a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousam avisou, no sábado, 18, os funcionários da AFGT de que devem respeitar o erário público e destacou que o reforçoda inovação de tecnológica e controlo interno permitiu identificar rapidamente esta nova tentativa de fraudem que envolve técnicos da instituição e ascende a mil milhões de kwanzas.

O porta-voz da UNITA, Francisco Fernandes Falua, lamenta “as fracas medidas tomadas” com os funcionários da instituição envolvidos em esquemas de fraudes informáticas e peculato.

“O que se passa na AGT é mais uma exposição que o país vive. A solução é a alternância de poder nas próximas eleições de 2027”, disse ao Novo Jornal Francisco Fernandes Falua, quando reagia ao anúncio da AGT de que submeteu aos órgãos competentes um conjunto de elementos que indiciam mais uma tentativa de fraude com indícios fortes da participação de técnicos da instituição.

De acordo com o político, estes esquemas de corrupção e desvios de fundos na AGT exigem explicações “muito urgentes” por parte da ministra das Finanças, Vera Daves.

“A AGT é uma das grandes fontes da corrupção no país. Os escândalos expõem a fragilidades do sistema de fiscalização e gestão pública”, referiu.

O líder do PRA-JA SERVIR Angola, Abel Chivukuvuku criticou a AGT, acusando-a de asfixiar o empresariado nacional, especialmente as pequenas e médias empresas, através da suspensão indiscriminada de NIF e burocracias excessivas.

“Mesmo com a guerra no Médio Oriente, que criou um ambiente de oportunidades com a subida do preço do barril de petróleo, o que podia servir para aliviar as contas públicas do País e desafogar o Tesouro nacional, continua a assistir-se, paradoxalmente, a uma opção da AGT consubstanciada numa contínua filosofia que asfixia as empresas, com realce para as nacionais, contribuindo para a sua falência e o consequente aumento do desemprego”, referiu.

O deputado do PRS, Rui Malopa Miguel, diz que a corrupção na AGT gera forte indignação pública e prejuízos bilionários aos cofres do Estado.

“Há falta de medidas rigorosas para travar este fenómeno”, referiu o deputado, concluindo que a luta contra a corrupção prometida pelo Executivo ainda enfrenta resistências estruturais profundas dentro das instituições financeiras do País.

O membro do comité central da FNLA, Gonçalves Buca, diz que a AGT, que deveria reafirmar o seu compromisso com a integridade, garantindo a responsabilização criminal de quem lesa o erário público, não faz isso.

“Hoje todos os jovens lutam para ter um emprego na AGT, que é uma colmeia onde todos querem tirar o mel a seu bel-prazer”, referiu, sublinhando que as práticas que ocorrem naquela instituição debilitam o desenvolvimento do País.

A Ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, alertou, no sábado, 18, os funcionários da AGT a respeitarem o dinheiro público, reagindo a uma nova tentativa de fraude que envolve técnicos da instituição e ascende a mil milhões de Kwanzas.

A fraude, segundo a governante, foi detectada por controlos internos, reforçando o combate a ilícitos no erário.

A ministra destacou que o reforço da inovação tecnológica e controlo interno permitiu identificar rapidamente esta nova tentativa de fraude.

Vera Daves de Sousa deixou um alerta claro sobre a necessidade de respeito do dinheiro dos contribuintes, após sucessivos casos de irregularidades na Administração Geral Tributária (AGT).

Fonte: NJ

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