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Mais de 24 horas depois, ataque cibernético à UNITEL continua sem solução e deixa Angola parcialmente incomunicável

Mais de 24 horas após o ataque cibernético que atingiu a infraestrutura tecnológica da UNITEL, a situação continua sem uma solução definitiva e, até ao momento, não foram divulgados suspeitos ou detalhes sobre a autoria do incidente.

A falha continua a afetar milhões de utilizadores em todo o país, provocando constrangimentos nas comunicações, nos serviços bancários, em plataformas de serviços públicos e em diversas empresas que dependem da conectividade para operar.

Neste momento, a Africell, presente em apenas cinco das 21 províncias de Angola — Luanda, Benguela, Huambo e partes da Huíla e do Cuanza-Sul — tem sido a principal alternativa para muitos cidadãos conseguirem manter as comunicações.

O incidente ocorre na véspera da estreia da UNITEL na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), depois de a operadora concluir a venda de 15% das suas ações. A empresa conta com cerca de 20,8 milhões de clientes, tornando este um dos maiores incidentes cibernéticos já registados no setor das telecomunicações em Angola.

Enquanto prosseguem os trabalhos de recuperação, milhares de clientes continuam sem acesso pleno aos serviços de voz, Internet e dados móveis, aguardando uma reposição total da rede.

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