
O responsável do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA), Nani Francisco, informa, numa curta comunicação, que aquela instituição sanitária assistiu 40 pacientes, a maior parte deles com crise de pânico, tendo destacado um parto no telhado de uma casa em meio à tragédia de Domingo, 12, no bairro do Tchipiandalo, em Benguela. Autoridades contabilizam cinco mortos, quatro pessoas desaparecidas e cerca de duas mil casas destruídas
A parturiente, de 37 anos, sentiu-se mal justamente na altura em que as águas do rio Cavaco inundaram o seu bairro, na sequência do rompimento de diques de protecção. Como não havia hipóteses de assistência médica, algumas vizinhas encarregaram-se de auxiliar, tendo a senhora dado à luz a gémeos.
Ao avançar os dados relativos aos danos da chuva, o responsável afirmou que aquela instituição sanitária assistiu 40 pacientes, a maior parte deles com crise de pânico. Fontes do Gabinete Provincial da Saúde não descartam a possibilidade de a província voltar a ser assolada por surto de cólera, de que Benguela foi o epicentro em 2025. Enquanto isso, vários centros de acolhimento, entre públicos e privados, estão criados. Até aqui, estão contabilizadas cinco mortes, quatro pessoas desaparecidas e mais de 4 mil desabrigados.
Pessoas singulares e colectivas prestam assistência em termos de bens alimentares, vestuários e apoios de que centenas de famílias estão, neste momento, a precisar. Essas tragédias constituem, para já, conforme admitem analistas, verdadeiras «provas de fogo» de Manuel Nunes Júnior, que nunca antes governou uma província, havendo, inclusive, quem tenha destacado a bravura do governante face ao que tem ocorrido.
Fonte: OPAÍS



