Domingo, Julho 14, 2024
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Greve nas universidades públicas já dura há um mês – Sindicato pede intervenção das igrejas para intercederem junto do Governo

Passaram 31 dias desde que os professores das universidades públicas em todo o País cruzaram os braços e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) e o Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior (SINPES) continuam sem chegar a um entendimento no processo de negociações para pôr fim à greve.

Embora o Governo garanta que está aberto ao diálogo, este parece não conseguir impor-se e os professores já avisaram que se o Executivo continuar a posicionar-se de forma intransigente, isso só vai “levar ao prolongamento da greve”.

O SINPES pede a intervenção das igrejas, sobretudo a da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST), para intercederem junto do Governo, visto que há um silêncio preocupante do Presidente da República sobre esta situação e avisa que este silêncio irá levar à extensão do protesto laboral dos docentes.

O sindicato entende que o aumento salarial dos professores não deve ser de forma faseada e querem que lhes seja atribuído um seguro de saúde e fundo de investigação científica.

Face ao silêncio do Governo, o Sindicato Nacional dos Professores do Ensino Superior remeteu, a semana passada, um pedido de intervenção das igrejas em Angola, incluindo especialmente a CEAST, para que estás intervenham junto do Executivo, particularmente do Presidente da República, João Lourenço, de forma a criar uma nova dinâmica de diálogo entre as partes.

Segundo o SINPES, o silêncio do Governo vai levar ao prolongamento da greve e consequentemente à anulação do ano académico 2023/24.

Ao Novo Jornal, o sindicato garante que não vai recuar na decisão de ver satisfeito o aumento salarial e um seguro de saúde para os docentes.

Eduardo Peres Alberto, secretário-geral do Sindicato de Professores do Ensino Superior, assegura que a greve é por tempo indeterminado, enquanto se aguarda uma resposta positiva do Presidente da República relativamente ao assunto, considerando a “incapacidade demonstrada pelo MESCTI”.

“Nós temos sido pacientes, nunca prejudicamos nenhum ano académico! Então, porque é que não nos resolvem o problema? Este silêncio vai nos fazer prolongar a greve e o Executivo não terá outra escolha senão anular o ano académico”, alertou.

Conforme o SINPES, o MESCTI diz que o aumento salarial só depende do Presidente da República e este permanece em silêncio sobre uma questão fundamental para o país.

O sindicato diz ter feito, há um mês, um pedido de audiência ao Presidente da República para o qual não obtiveram qualquer resposta.

Os professores das universidades públicas em todo o País retomaram a greve no dia 27 de Fevereiro, após três meses de suspensão, para exigirem aumento salarial e seguro de saúde, afirmando que a paralisação só ocorre pelo facto do Presidente da República, João Lourenço, não se ter pronunciado até agora sobre o assunto.

Segundo o responsável sindical, o Ministério do Ensino Superior apresentou um aumento de apenas 6%, estando abaixo da exigência dos docentes, constante no caderno reivindicativo em posse do Governo há anos.

Conforme o SINPES, os professores não defendem apenas melhoria salarial, mas também infra-estruturas condignas, fundos para a investigação e formação contínua.

Eduardo Peres Alberto refere que o Ministério do Ensino Superior alega não estar à altura de atender as exigências do caderno reivindicativo, em discussão desde o ano passado.

O SINPS critica o MESTIC por orientar a marcação de faltas aos grevistas, considerando a medida como “coacção”.

A ministra do Ensino Superior, Maria do Rosário Bragança, diz esperar do SINPES bom senso para não haver danos na formação dos estudantes.

“Queremos que os docentes cooperem e que não haja danos na formação”, disse à imprensa a número um do MESTIC, afirmando que o Governo continua aberto às negociações para pôr fim à greve.

De recordar que a greve dos professores do ensino superior das universidades públicas, no ano passado, durou mais de 60 dias.

Fonte: NJ

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