Sexta-feira, Julho 19, 2024
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Família da jovem morta a granada pelo esposo condena especulações

Foi a enterrar ontem, no cemitério do Benfica, a jovem Winayra Rita da Silva, que perdeu a vida na última Segunda- feira, após o seu esposo ter descavilhado uma granada do tipo F1, pelo facto de este, supostamente, não ter aceitado o término da relação. A família desta jovem pede que não haja especulações em torno do facto e promete dar mais esclarecimentos

A tristeza tomou conta da família, fortes choros e lamentações da morte de Winayra Rita da Silva, de 38 anos, é o clima que ainda se vê na casa onde decorre o último adeus a esta jovem professora de formação e profissão. Uma equipa da imprensa esteve na casa do óbito da jovem, mas a família preferiu não prestar declarações à imprensa. Apesar da insistência da nossa equipa, uma vez que gostaríamos de entender melhor o que aconteceu, bem como a relação entre o casal, não tivemos sucesso.

A mesma resposta foi dada aos outros órgãos de comunicação que se fizeram presentes no local. Não obstante o facto de a família não estar a prestar nenhuma declaração à imprensa, Filipe A. Vidal, primo/irmão da vítima fez saber que a família publicou um comunicado de esclarecimento. No documento a que à imprensa teve acesso, através da rede social de Filipe, a família diz que tem acompanhado várias especulações nas redes sociais sobre o infausto acontecimento, com muitas inverdades, exageros de vária ordem e factos inventados.

“Não inventem situações e factos sobre a nossa irmã, aliás, até agora, no histórico da nossa família não temos o conhecimento de constar meliantes, bandidos, prostitutos e as nossas mulheres são do mais alto valor. A Rita era uma mulher culta, formada, de alto carácter, fiel, educadora, mãe atenta, esposa atenciosa, filha prendada”, lê-se no documento. No comunicado, a família diz estar a tentar aceitar o bárbaro assassinato de Rita por “aquele que nós pensávamos ser cunhado e que não era nada mais que o emissário da tragédia, o executor do infortúnio”.

Apesar de terem sido educados e preparados a respeitar a mor- te (quando ela vem de forma natural), aponta que o único erro de Rita foi ter amado um homem que não soube ver o seu real valor. “Pedimos encarecidamente que nos deixem fazer o enterro da nossa irmã e filha, nos dêem este momento de privacidade. Apesar dos acontecimentos pouco felizes, soubemos tratar a família do homicida com cortesia. Brevemente, a família fará um esclarecimento concreto com os factos ocorridos”.

SIC encontrou os corpos na casa de banho

Na mesma senda, o porta-voz do Serviço de Investigação Criminal, Manuel Halaiwa, tornou público um comunicado dando conta do trabalho feito pelos especialistas do laboratório de criminalística, depois do homicídio concorrido com suicídio, no bairro Patriota, rua 37, casa n°523. O SIC disse que no local observaram dois cadáveres, sendo um do sexo masculino e outro do sexo feminino, no interior da casa de banho, prostrados no solo. “Do trabalho feito com um dos familiares foi possível identificar as vítimas tratando-se de Divaldo Serqueira Cristóvão, de 46 anos de idade, técnico de comunicação, e Rita Baptista da Silva, de 38 anos, casal que vivia em união de facto, e que, à data, tiveram uma discussão e minutos a seguir ouviu-se um estrondo”, lê-se.

Da inspecção feita no local foi possível observar vários fragmentos de vidro, madeira, parte da parede da casa de banho destruída, porta e tecto danificados e um objecto que se presume ser uma espoleta de granada. Cumpridas todas as formalidades legais, segundo Manuel Halaiwa, por volta das 12 horas, ordenou-se a remoção dos referidos cadáveres para a morgue central do Hospital Josina Machel, bem como se procedeu ao isolamento do local do crime para a perícia que se impõe.

Fonte: OPAÍS

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