domingo, março 3, 2024
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Depois da Palanca TV, Governo encerra Rádio Global FM, mas garante postos de trabalho dos funcionários na RNA

A rádio, que antes de passar à esfera do Estado tinha como sócio maioritário Manuel Rabelais, antigo ministro da Comunicação Social e director do GRECIMA, condenado, em 2021, a 14 anos e seis meses de prisão, no “processo GRECIMA”, verá os seus funcionários transferidos a partir do próximo dia 15.

A Global FM tinha até Dezembro um atraso salarial de três meses, mas viu esse problema resolvido antes do natal, mas os funcionários ficaram surpreendidos com a notícia do seu encerramento no dia 28, por decisão do conselho de administração da RNA.

Em despacho, assinado pelo presidente do conselho de administração da Rádio Nacional de Angola, Pedro Cabral, a que o Novo Jornal teve acesso, é determinado o encerramento da Rádio Global FM.

O Novo Jornal soube junto de uma fonte da RNA que os funcionários da Rádio Global começam a ser transferidos para as emissoras do Grupo RNA a partir do próximo dia 15.

Importa lembrar que a TV Palanca, que pertenceu ao mesmo grupo que a Rádio Global FM, teve o mesmo desfecho em 2022, e os seus funcionários foram todos transferidos para a Televisão Pública de Angola (TPA), depois da promessa do Governo, através do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social (MINTTICS) de que aquela TV seria transformada num canal de desporto da TPA, mas tal intenção não se concretizou.

Entretanto, os funcionários da Global FM esperam que a Rádio Nacional de Angola cumpra com a promessa de inserção dos trabalhadores nas suas emissoras e que não os deixe à sua sorte, tal como aconteceu com muitos funcionários da ZAP.

Segundo uma fonte da RNA, a Global FM só trazia despesas para o Estado, daí transferirem os meios para o Grupo RNA e consequentemente deliberarem o seu encerramento.

Vale lembrar que a TV Zimbo, a Rádio Mais e o jornal O País, do grupo Média Nova, que pertenciam aos generais Hélder Viera Dias “Kopelipa” e Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”, também foram absorvidos pelo Estado ao abrigo da mesma legislação, estando permanentemente em cima da mesa a sua reprivatização, mas, até agora, esse “negócio” não se tem apresentado com a atractividade suficiente para chamar a atenção de grupos ou empresários privados.

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