sábado, setembro 23, 2023
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Assembleia Nacional: 4ª Comissão recomenda aos beneficiários do Kwenda que apliquem o dinheiro na criação de pequenos negócios

A 4ª Comissão da Assembleia Nacional, de Administração e Poder Local, recomendou esta quinta-feira, 17, que os recursos financeiros disponibilizados junto das famílias beneficiárias no âmbito do programa Kwenda sejam geradores de investimentos e não apenas para o consumo imediato.

A preocupação dos deputados ligados a esta comissão foi esta quinta-feira transmitida durante uma reunião com o Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Local (FAS), instituição tutelada pelo Ministério da Administração do Território (MAT).

“A aplicação do modelo de capitalização financeira dos agregados familiares é a forma de desenvolver e resolver os seus problemas sociais”, disse o vice-presidente da 4ª Comissão, o deputado do Grupo Parlamentar do MPLA, Paulo de Carvalho.

“Nas zonas Urbanas e periurbanas, a depender da realidade de cada família, o dinheiro é aplicado em consumo familiar e em pequenos projectos”, segundo o director do Instituto de Desenvolvimento Local, Belarmino Jelembi.

No encontro, os responsáveis do Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Local lembraram que as famílias recebem do programa Kwenda o valor de 11 mil Kwanzas mensais, acumulados em seis meses, o que perfaz 66 mil Kwanzas.

“O programa Kwenda visa, essencialmente, aumentar a capacidade aquisitiva e financeira das famílias e ajudar a estabelecer um sistema nacional de protecção social eficaz, de pelo menos 1.608.000 mil Kwanzas”, disse o responsável.

Segundo Belarmino Jelembi, até ao momento, o programa Kwenda já cadastrou 1.118.555 famílias e transferiu cerca de 90 milhões USD nas 18 províncias do País.

O programa Kwenda conta com 1. 500 Agentes de Desenvolvimento Comunitário e Sanitário (ADECOS), 181 técnicos e 155 supervisores, organizados nas 18 províncias e sete bases regionais de apoio, que ocupam as primeiras linhas de contacto com as famílias.

O programa, que visa criar políticas de apoio às famílias mais vulneráveis, abrange quatro componentes: transferências sociais monetárias, inclusão produtiva, municipalização da acção social e cadastro social único.

Fonte: NJ

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