
Apesar do aumento das exportações de petróleo bruto no primeiro semestre de 2026, Angola acabou por gastar mais na importação de combustíveis refinados do que aquilo que efectivamente arrecadou com esse crescimento.
Os dados do comércio externo revelam que o País desembolsou 1,544 biliões de kwanzas na importação de combustíveis, petróleo e gás, um aumento de 47,8% face ao mesmo período de 2025. Já as exportações destes produtos cresceram apenas 4,9%, passando de 12,307 biliões Kz para 12,915 biliões Kz.
Segundo a análise, embora o valor das exportações tenha aumentado em cerca de *609 mil milhões Kz, apenas uma parte desse montante entra efectivamente nos cofres do Estado através de impostos, taxas e partilha de produção. Estima-se que o ganho real para o Estado ronde os **203 mil milhões Kz, enquanto a factura das importações aumentou cerca de **499 mil milhões Kz, resultando num saldo negativo próximo dos *296 mil milhões Kz.
Os números voltam a evidenciar a forte dependência de Angola da importação de combustíveis refinados, apesar de continuar entre os maiores produtores de petróleo em África.



