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Energia elétrica fica até 20% mais cara para empresas com novo tarifário do IRSEA

As empresas e demais clientes que utilizam energia elétrica para fins lucrativos vão passar a pagar mais pelo consumo de eletricidade, na sequência do novo tarifário aprovado pelo Instituto Regulador dos Serviços de Energia e Água (IRSEA). As novas tarifas entram em vigor nas próximas semanas e preveem aumentos que podem atingir 20%, consoante o nível de tensão e a modalidade de fornecimento.

No âmbito do ajustamento tarifário para o período 2025-2028, os consumidores empresariais passam a estar agrupados na categoria “Comércio, Serviços e Indústria”, dividida entre clientes de baixa tensão e média tensão.

Para os consumidores de baixa tensão, a componente fixa da tarifa sofrerá um aumento de 13%, enquanto a componente variável terá uma atualização de 15%. Já os clientes de média tensão enfrentarão aumentos mais elevados, com a tarifa fixa a subir 15% e a variável 20%.

O novo regime tarifário introduz ainda a categoria de “grandes consumidores”, destinada aos clientes da ENDE com potência instalada igual ou superior a 2.000 KVA, abrangendo atualmente 446 consumidores em todo o país. Para este grupo, foram definidos preços específicos por quilowatt-hora, diferenciados de acordo com o tipo de fornecimento.

Por outro lado, o IRSEA manteve inalteradas as tarifas aplicadas aos consumidores domésticos, que ficam excluídos desta atualização. A decisão surge depois de, no ano passado, as famílias terem sido abrangidas por um aumento médio de 11,5% nas tarifas de eletricidade.

Segundo o regulador, a atualização dos preços pretende reforçar o equilíbrio económico-financeiro das empresas que integram o Sistema Elétrico Público, garantindo maior sustentabilidade ao setor. A medida visa igualmente criar condições para novos investimentos na expansão, modernização e melhoria das infraestruturas elétricas, permitindo responder ao crescimento da procura por energia no país.

Espera-se que o novo tarifário tenha maior impacto sobre os setores do comércio, da indústria e dos serviços, onde a eletricidade representa uma parcela significativa dos custos operacionais. Ainda assim, o Executivo defende que a revisão tarifária é necessária para assegurar um sistema elétrico mais eficiente, sustentável e capaz de acompanhar o desenvolvimento económico de Angola.

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