
O Tribunal da Comarca do Lubango condenou, no princípio da tarde de ontem, um agente da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP), por ter matado com dois tiros a ex-mulher, com quem teve dois filhos, à pena única de 22 anos
O crime, ocorrido na manhã de 19 de agosto de 2025, de acordo com o Tribunal, terá sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento proposto pela mulher, motivada pelas constantes agressões de que era vítima. Bartolomeu Dumbo de Limas, de 31 anos, agente da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP), do Comando Provincial da Polícia Nacional, foi condenado pelo Tribunal de Comarca do Lubango à pena única de 22 anos pela morte de Ludmila Gomes, sua ex-mulher, de quem esteve separada na data dos factos há 11 meses.
Depois de três sessões de julgamento, sob a presidência da juíza de Direito Edna Bebeca, para a produção de provas e a descoberta material dos fatos, o Ministério Público acusou o agente da URP de ter cometido o crime de homicídio qualificado, em razão da qualidade da vítima. De acordo com o Tribunal da Comarca do Lubango, depois de ter feito dois disparos com uma arma de fogo do tipo pistola, o arguido fez ainda três disparos contra si mesmo, numa tentativa de suicídio, tendo invocado o princípio da auto-defesa, apesar de a companheira não estar armada.
“Da conjugação de todos os factos, atendendo às circunstâncias do crime, à motivação, à frieza, ao facto de que a vítima se encontrava indefesa, na data dos factos, por entendermos que o manifestou desprezo pela vida da sua ex-companheira, aproveitou-se do facto de estarem sozinhos na- quela obra, situação que ele próprio criou, para poder, mais tarde, agredi-la com tamanha frieza e brutalidade e, posteriormente, efectuar os disparos”, sustenta.
Fonte: OPAÍS



