
O Tribunal da Comarca de Luanda (TCL) absolveu, em julgamento sumário, 54 elementos pertencentes ao grupo “Força de Intervenção Comunitária” (FIC), desmantelada pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), no município dos Mulenvos, em Luanda, no fim-de-semana, sob a acusação de usar designação similar ao das forças de defesa, soube o Novo Jornal.
Dos 57 elementos levados a tribunal pelo SIC para julgamento sumário, apenas três foram condenados a penas de 12 meses de prisão, com pena suspensa e pagamento de emolumentos à Justiça.
Entre os cidadãos condenados está a “presidente” da organização, a cidadã Dorotéia Domingos Correia Canhongo, conhecida por “comissária-chefe”.
Em tribunal não ficou provado que os também supostos “bombeiros comunitários” pertenciam a uma organização criminosa como alegou o Serviço de Investigação Criminal.
O Novo Jornal soube que o Ministério Público deixou cair algumas das acusações, como as de associação criminosa, extorsão e usurpação de funções militares, por falta de provas.
Também não ficou provado o crime de resistência às autoridades por parte dos elementos absolvidos.
Segundo a acusação, o grupo é composto por 5.000 membros a nível nacional, e, só em Luanda, há mais de 1.800.
O SIC descreveu que a organização foi desmantelada porque usava designação similar ao das forças de defesa e segurança, e era liderado por duas mulheres, mãe e filha, que se apresentavam como sendo oficiais comissários.
O SIC explica que a liderança fazia falsas promessas de ingresso no Serviço de Protecção Civil e Bombeiros e enganou mais de 5.000 pessoas, o que não foi confirmado em tribunal.
Fonte; NJ



