
O modelo S-Presso da marca Suzuki tem estado em alta na lista dos acidentes de viação registados na capital do país. Quando questionados sobre tais ocorrências, os condutores falam de imprudência por parte dos colegas, de instabilidade da viatura; e há ainda quem aponte patrões como presumíveis culpados da pressa dos automobilistas no acto da condução
A prudência neste fenómeno é vista como a principal inimiga dos condutores que, quando perdem o controlo, vêem a viatura entrar em locais inimagináveis e, nalguns casos, a ceifarem vidas inocentes. Manuel Prata afirma não ser o seu caso, sendo que a experiência, adquirida ao longo dos anos, faz de si um condutor melhor e menos propenso a sofrer acidentes na estra da.
A carreira como taxista teve início há 12 anos, sendo que, com o Suzuki S-Presso, começou a trabalhar há quatro anos, período em que começaram a entrar no mercado angolano. Segundo conta, já é a segunda viatura S-Presso que conduz e nunca passou por algum imbróglio. Ainda assim, considera o veículo como não tendo muita estabilidade, o que exige maior responsabilidade dos condutores.
Além de condutor, este entrevistado é o presidente da Organização Nova Vida Forever, uma associação que pro
cura passar a mensagem aos motoristas daquela zona para que sejam os mais prudentes possíveis. Com 39 anos de idade, Manuel começa por apontar críticas aos novatos, que adquirem a carta de condução, mas não conhecem suficientemente a estrada em que conduzem e, ainda assim, se mostram imprudentes. “O motorista deve conhecer totalmente a estra da em que conduz, para que tenha o controlo, principalmente no período nocturno”, frisa.
Para o condutor, conhecer a estrada é importante, muito por conta das vias esburacadas que se registam nalgumas zonas da cidade. Mas, fora isso, indica a pressão a que os automobilistas estão submetidos como outro grande problema e causa dos acidentes que se registam. “Certos motoristas são postos a trabalhar sob pressão porque têm a obrigatoriedade, por parte dos patrões, de apresentar contas altas, o que os leva a ficar horas e horas ao volante, algo que é contraproducente”, lamentou, realçando que, para quem conduz, o descanso é fundamental, “principalmente em horários nocturnos onde o motorista tende a ficar dormente. Manuel Prata fala também de motoristas de táxis personalizados que prestam contas a mais de duas empresas, para auferir um pouco mais, algo que, para si, também pode representar uma variável para os acidentes nestes modelos de viaturas.
Fonte: OPAÍS



