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Riquinho ameaça levar Estado angolano a tribunal internacional por dívida do AfroBasket 2007

O empresário angolano Henrique Miguel “Riquinho” pondera recorrer a instâncias internacionais do basquetebol e a tribunais desportivos para contestar o alegado incumprimento do Estado angolano no pagamento de serviços relacionados com a organização do AfroBasket 2007, realizado em Angola.

Segundo Riquinho, está em causa uma dívida de 5 milhões de dólares, valor que terá sido validado pela antiga Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE). O empresário afirma, contudo, que, considerando outros valores reclamados e os juros acumulados ao longo de cerca de 20 anos, o montante poderá atingir valores muito superiores.

Riquinho sustenta que a sua empresa, Casareal, investiu aproximadamente 25 milhões de dólares na organização da competição, incluindo serviços e equipamentos exigidos pelas entidades internacionais do basquetebol, como bilhética, placares electrónicos, viaturas e direitos de publicidade e marketing.

Somando o investimento alegadamente realizado aos 5 milhões de dólares reconhecidos como dívida, o empresário afirma que os valores reclamados chegam a 30 milhões de dólares. Com a acumulação de juros, estima que a dívida possa aproximar-se dos 250 milhões de dólares.

O empresário afirma ter esgotado as vias administrativas para tentar solucionar o caso e acusa o Estado de não dar resposta ao processo. Perante a ausência de avanços, admite avançar com uma queixa internacional, alegando “interferência e retaliação política”.

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