
Novos efetivos transferidos para a província alegam viver sob insegurança, pressão psicológica e falta de proteção institucional em instalações dos bombeiros.
Os recém-agentes dos Serviços de Migração e Estrangeiros (SME), transferidos para a província do Moxico no passado dia 30 de maio, denunciam alegados casos de assédio sexual, tentativa de violação, xenofobia e discriminação nas instalações do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros, onde se encontram alojados em regime de caserna.
Segundo relatos dos afetados, o ambiente tornou-se insustentável devido à hostilidade de alguns efetivos locais, situação que tem provocado insegurança física e psicológica entre os novos quadros do Ministério do Interior.
Entre as denúncias mais graves consta uma alegada tentativa de violação e assédio sexual contra uma das agentes recém-chegadas. Os denunciantes afirmam ainda que uma efetiva dos bombeiros terá procurado minimizar os abusos, alegando que as agentes deveriam suportar tais condições por terem jurado bandeira.
Além dos alegados abusos, os agentes apontam jornadas de trabalho prolongadas, falta de descanso adequado, conflitos constantes com as chefias locais e dificuldades de adaptação decorrentes do afastamento das suas famílias.
Os denunciantes descrevem um ambiente marcado pelo medo, desconfiança e ausência de canais seguros para apresentação de queixas, situação que, segundo afirmam, tem agravado o desgaste emocional e comprometido o bem-estar dos profissionais destacados para a região.
Até ao momento, não são conhecidas reações oficiais das autoridades competentes sobre as acusações.



