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Projecto Quilonga Grande prevê recuperação de 200 mil metros cúbicos de água nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo

O Projecto Quilonga Grande prevê recuperar cerca de 200 mil metros cúbicos de água para reforçar o abastecimento às províncias de Luanda e Icolo e Bengo, no âmbito das iniciativas do Executivo destinadas a aumentar a disponibilidade de água potável e responder às necessidades crescentes da população.

Segundo o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges, que falava este sábado, 12, durante a constatação das obras pelo Presidente da República, João Lourenço, o projecto integra as intervenções destinadas a inverter o actual quadro de abastecimento de água, considerado ainda difícil em várias zonas.

O ministro destacou que, além da construção de novas capacidades, o Executivo está igualmente a apostar na recuperação de infraestruturas existentes que se encontram fora de serviço devido à obsolescência dos sistemas e à deterioração prolongada.

O empreendimento contempla a construção de aproximadamente 107 quilómetros de condutas adutoras, novos centros de distribuição e estruturas de armazenamento, criando condições para reforçar a distribuição de água às zonas abrangidas.

De acordo com o director do Quilonga Grande, Edmundo Frederico, o projecto prevê a construção de sete centros de distribuição, localizados em zonas estratégicas, nomeadamente Cacuaco, Zango, Novo Aeroporto, Kilómetro 30, Capalanca, Bom Jesus e Polo Industrial de Viana.

A execução da primeira meta permitirá levar água ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda, Zango e Catete, enquanto a segunda contempla o reforço do abastecimento à Zona Económica Especial e ao Polo Industrial de Viana.

As fases seguintes deverão beneficiar a zona do Morar 2 e, particularmente, o município de Viana, além das áreas do Zango 1, Zango 3 e Zango 5, permitindo posteriormente reforçar o abastecimento ao município de Calumbo.

O Projecto Quilonga Grande pretende igualmente contribuir para a redução das doenças de origem hídrica e a melhoria das condições sanitárias, bem como apoiar o desenvolvimento urbano e industrial das zonas abrangidas.

Com a entrada em funcionamento do sistema, o Executivo espera reforçar a segurança do abastecimento, reduzir as limitações actualmente verificadas na rede e criar melhores condições para o crescimento populacional e das actividades económicas.

O projecto é apresentado pelo Executivo como uma das principais intervenções para ampliar a capacidade de abastecimento de água na região de Luanda e Icolo e Bengo.

Fonte: CK

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