
Sector turístico do País vive uma fase de retumbantes promessas e expectativas capazes de nos convencer para um futuro infalível. Medidas como a isenção de vistos e o alargamento de créditos para empreendedores do sector levam-nos a crer para esse caminho. Mas há desafios básicos que se impõem. A imprensa faz uma radiografia deste sector nos 23 anos de paz.
O turismo em Angola entrou na moda, mas ainda longe de se exibir com a vaidade própria de quem está na moda. São crescentes os apelos do Executivo para a atenção a um sector com forte potencial para ser um grande contributo para a economia nacional. Nesta senda, para solidificar o compromisso, o Governo lançou, em Março do ano passado, o Plano Nacional do Turismo (PLANATUR) – 2024, 2027, do qual se prevê um investimento de 2,5 biliões de kwanzas. A médio prazo, o plano pretende cobrir acções de requalificação dos seleccionados principais recursos turísticos: Huíla, Namibe, Luanda, Benguela, Zaire, Malanje, Kuando e Kubango e Kwanza Norte.
Em Fevereiro último, o Banco Nacional de Angola alargou o crédito para operadores turísticos com acesso a um financiamento até 200 milhões de kwanzas, com uma taxa de juro reduzida até um máximo de 10%.
Mas os apelos das autoridades vêm acompanhados de uma forte carga de tensão, com o Presidente da República a manifestar, no ano passado, grande preocupação pelo facto de o sector não vingar, mesmo com a implementação de algumas medidas cruciais, nomeadamente a isenção de vistos a alguns países. No ano passado, pouco depois do lançamento do Planatur, João Lourenço recomendou a realização de “um profundo diagnóstico” ao sector para descobrir por que “razão é que, com todas as condições que Angola tem” não consegue ainda “verdadeiramente atrair turistas”.
Fonte: NJ