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MPLA ″ocupou″ todos os hotéis e pensões de Malanje para deixar AJC na rua, acusa UNITA

O comício estava inicialmente agendado para o antigo mercado “Xawanda”, na cidade de Malanje, mas segundo fonte da UNITA, o governo provincial indicou, agora, um novo local para a realização do acto político no sentido de criar dificuldade aos militantes do partido.

Ao Novo Jornal, o porta-voz da UNITA, Marcial Adriano Dachala, confirmou que a comissão organizadora da actividade da UNITA em Malanje está com dificuldades para conseguir alugar quartos em hotéis para acomodar a delegação do partido que irá pernoitar em Malanje e amanhã seguirão para a Lunda-Norte. no seguimento da sua agenda.

Segundo a UNITA, o governo provincial criou de propósito dificuldades para fragilizar o acto político do seu líder marcado para a tarde desta segunda-feira.

“Não é a vontade do Governo, nem do MPLA, que vai impedir que a UNITA realize o seu comício em Malanje”, disse o porta-voz do partido do “Galo Negro”.

Raul Diniz, que compõe a comissão organizadora da UNITA disse que o partido no poder, apercebendo-se que vinha o presidente da UNITA a Malanje, ocupou todos os hotéis da província, apenas para impedir que Adalberto Costa Júnior tenha uma acomodação condigna em Malanje.

“Alugarem os quartos dos hotéis todos, mesmo os que não são utilizados, isso só para impedir actividade da UNITA. Neste momento ACJ não tem lugar para se hospedar. Mas isso não vai impedir que faça o seu comício. Nem que tenha de dormir de baixo da ponte vai dormir, mas ele vai dar seguimento ao seu programa de trabalho.

Em declarações à Rádio Ecclesia naquela província, Raul Diniz disse que agora a organização procura um lugar para que o presidente da UNITA possa passar à noite.

Malanje é, historicamente, uma das praças mais fortes do MPLA.

Estão autorizados a concorrer às eleições gerais de 24 de Agosto os partidos MPLA, UNITA, PRS, FNLA, APN, PHA e P-NJANGO e a coligação CASA-CE.

Do total de 14,399 milhões de eleitores esperados nas urnas, 22.560 são da diáspora, distribuídos por 25 cidades de 12 países de África, Europa e América. A votação no exterior terá lugar em países como a África do Sul (Pretória, Cidade do Cabo e Joanesburgo), a Namíbia (Windhoek, Oshakati e Rundu) e a República Democrática do Congo (Kinshasa, Lubumbashi e Matadi). Ainda no continente africano, poderão votar os angolanos residentes no Congo (Brazzaville, Dolisie e Ponta Negra) e na Zâmbia (Lusaka, Mongu, Solwezi).

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