
O Governo angolano aprovou esta quarta feira, 22, na Comissão Económica do Conselho de Ministros, uma verva de 30 mil milhões de Kwanzas para ajudar as empresas afectadas pelas chuvas em várias regiões do país nas últimas semanas.
Segundo um comunicado de imprensa da primeira reunião extraordinária da Comissão Económica do Conselho de Ministro, esta linha de crédito pretende apoiar a criação de mecanismos excepcionais de recuperação das actividades económicas dos agentes e unidades económicas e manutenção dos postos de trabalho.
Esta reunião, orientada pelo Presidente da República, João Lourenço, abordou ainda o actual momento nos mercados petrolíferos internacionais prevendo que a subida do preço do petróleo para uma média estimada de 80 dólares por barril (actualmente está a 100 USD), acima dos 61 dólares previstos no Orçamento Geral do Estado (OGE) 2026, poderá gerar receitas adicionais na ordem dos 3,2 biliões de kwanzas.
Apesar disso, e de acordo com o Executivo, os ganhos não resultarão em aumento da despesa pública, uma vez que o compromisso do Governo passa por manter a execução orçamental dentro dos limites definidos, reduzir a necessidade de endividamento e melhorar o défice fiscal, que poderá situar-se em cerca de 1%.
No entanto, de acordo com o Governo, parte significativa dessas receitas será absorvida pelos subsídios aos combustíveis, devido à elevada factura de importação de produtos refinados.
No que diz respeito aos custos logísticos, refere que o conflito no Médio Oriente já provocou perturbações nas cadeias globais de abastecimento, com aumentos acentuados nos preços de transporte e seguros, que, em alguns casos, ultrapassam os 200%, encarecendo bens importados, incluindo alimentos, matérias-primas e equipamentos.
Entre as principais preocupações, destaca-se o aumento do preço dos fertilizantes, com subidas superiores a 50%, situação que poderá comprometer os esforços de reforço da segurança alimentar e afectar a próxima campanha agrícola.
Para mitigar os impactos, o Executivo decidiu reforçar a constituição de reservas estratégicas, abrangendo alimentos essenciais, combustíveis com cobertura mínima de 90 dias, medicamentos, equipamentos hospitalares, produtos químicos para tratamento de água, fertilizantes e outros insumos agrícolas.
No domínio energético, refere que apesar de produtor de petróleo, o país continua dependente da importação de combustíveis refinados, o que agrava os riscos num contexto de instabilidade internacional.
Executivo mantém vigilância permanente sobre a evolução do conflito, com o propósito de ajustar as políticas económicas e proteger as populações, bem como assegurar o normal funcionamento das empresas.
Fonte: NJ



