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Euro passa a barreira psicológica dos 1.000 kwanzas na banca nacional

Apesar da relativa estabilidade que se verificou no mercado cambial desde finais de Junho do ano passado, o kwanza voltou a acelerar o ritmo de depreciação. A moeda nacional já depreciou 9% face ao euro e 7% face ao dólar desde o início deste ano, o que também ajudou a elevar o gap entre o mercado formal e o paralelo.

A nota de 1 euro já passou a barreira psicológica dos 1.000 kwanzas nos bancos comerciais que operam no mercado nacional, segundo apurou à imprensa com base nas taxas de câmbio de venda das instituições bancárias disponibilizadas no site do Banco Nacional de Angola (BNA). Os bancos comerciais aplicam diferentes taxas de câmbio e o Expansão traz os valores referentes às taxas de câmbio de venda de quarta-feira, 21 de Agosto.

Entretanto, a taxa de câmbio média calculada pelo banco central também caminha para mesma direcção. Apesar da relativa estabilidade que se tem verificado no mercado cambial desde finais de Junho do ano passado, o kwanza voltou a acelerar o ritmo de depreciação face às principais divisas.

Esta quarta-feira, 1 dólar custava 997,7 Kz de acordo com os dados do BNA, quando no início do ano valia 908,3 Kz, o que significa que a moeda nacional depreciou 9% desde Janeiro. Embora os custos sejam mais elevados nos mercados informais, a procura continua a crescer já que os bancos continuam com escassez de divisas, com alguns demorarem muito tempo a concretizar as transferências dos seus clientes lá para fora.

Assim, a escassez de divisas está a empurrar as empresas e os particulares para o mercado informal, sendo que a diferença de câmbio entre o oficial e o paralelo já está na ordem dos 28%. No mercado informal, cada euro está a ser vendido a 1.275,0 Kz, o que significa que cada nota de 100 euros nas Kinguilas são despachadas a 127.500 kz. Já para o dólar cobra-se 1.135,0 nas ruas de Luanda, o que representa um gap de 27%.

BPC tem o euro mais caro, e o BCH o dólar mais puxado

Entre os 22 bancos comerciais, o Banco de Poupança e Crédito (BPC) é o que apresenta uma taxa de câmbio de venda mais alta para o euro. Esta quarta-feira, o banco público vendia cada euro a 1.129,3 Kz, mais 131,6 que média do BNA, seguido do Access que está a cobrar 1.082,9 kwanzas por euro e do SOL vender a moeda europeia a 1.073,2 kwanzas. No caso da venda do dólar, o Banco Comercial do Huambo (BCH) pratica a taxa de câmbio mais alta entre os bancos comerciais. A instituição bancária estava a vender cada dólar a 956,6 1 Kz, mais 59,6 kwanzas do que a média do banco central, seguido do SOL e o Yetu.

Fonte: Expansão

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