
A realidade é vivida nos mercados do São Paulo, Dimuka e Pombinha, onde centenas de vendedores pagam as taxas cobradas duas vezes por dia, variando entre 100 e 200 kwanzas, para garantir espaço de venda, independentemente de conseguirem ou não vender os produtos.
Nos mercados informais que cercam a capital angolana circula diariamente uma verdadeira máquina de arrecadação em dinheiro. Entre taxas cobradas a vendedores, pagamentos feitos em mão e ausência de melhorias visíveis, estes espaços populares transformaram-se num sistema paralelo que movimenta mais de 60 milhões de kwanzas por mês, segundo dados recolhidos junto de vendedores e fiscais.
No Mercado do São Paulo, o vendedor João Tomás revela que comercializa várias marcas de cigarros e que, todos os dias, precisa de pagar 200 kwanzas aos fiscais.
“Pagamos regularmente as taxas exigidas pelos fiscais, vendamos ou não. Depois ainda exigem que façamos limpeza onde estamos a vender”, desabafa.
Fonte: NJ



