Cerca de 25 mil estrangeiros deixam África do Sul após campanha anti-imigração
Cerca de 25 mil estrangeiros abandonaram a África do Sul nas últimas semanas, após o fim de um prazo não oficial imposto por grupos de cidadãos para que imigrantes em situação irregular deixassem o país.
Segundo a Africanews, a Autoridade de Gestão de Fronteiras confirmou que milhares de pessoas, sobretudo provenientes do Malawi e do Zimbabwe, concentraram-se em Durban, Cidade do Cabo e Joanesburgo, à espera de transporte para regressarem aos seus países de origem.
A onda de tensão provocou actos de violência, que resultaram na morte de pelo menos dois cidadãos moçambicanos, um etíope e um malawiano. Em resposta, vários governos africanos organizaram voos e autocarros para repatriar os seus nacionais, enquanto o Uganda anunciou um plano de evacuação para cerca de 750 cidadãos.
Entretanto, a polícia sul-africana reforçou o dispositivo de segurança para prevenir novos episódios de violência e saques, à semelhança dos distúrbios registados em 2021, que provocaram a morte de cerca de 350 pessoas.
O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, apelou à calma e reiterou o compromisso do Governo no combate à imigração ilegal. Analistas consideram, no entanto, que a campanha anti-imigração está a ser explorada politicamente a poucos meses das eleições municipais previstas para Novembro.



