Publicidade
NotíciasSociedade

CEAST diz que tentativa de destituição do PR é assunto dos políticos que disputam o poder em Angola e não vincula a igreja

A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) considerou esta segunda-feira, 28, que a iniciativa política legislativa de destituição de João Lourenço do cargo de Presidente da República, da iniciativa do Grupo Parlamentar da UNITA, é assunto dos políticos que disputam o poder em Angola e não vincula a igreja.

“É um assunto que tem a ver com os políticos e não é da responsabilidade da igreja”, disse aos jornalistas o porta-voz da CEAST, Belmiro Chissengueti, no final da segunda plenária anual deste órgão.

“Cabe aos políticos tratarem desta matéria”, acrescentou Belmiro Chissengueti, que negou acusações postas a circular nas redes sociais, que alegam que o prelado possui filhos em Benguela.

“Se tenho filhos queria vê-los”, disse o também bispo de Cabinda, salientando que tem sido vítima de muitas acusações, chegando a ponto de ser considerado familiar do líder fundador da UNITA, Jonas Savimbi.

Questionado sobre os ordenados que auferem os trabalhadores da Rádio Eclésia, já que a igreja Católica recolhe “muito dinheiro da oferta”, respondeu que os profissionais não podem esperar pelo dinheiro das ofertas para resolveram os seus problemas.

“O que damos é o que está ao nosso alcance”, disse o bispo, salientando que a ausência de publicidade na rádio contribui para esta situação.

Refira-se que na abertura da segunda Assembleia Plenária Anual da CEAST, este órgão alertou que as crianças angolanas ainda são “maltratadas pelas famílias e sociedade” e defendeu a sua integração social, bem como a atenção e empenho das instituições.

“Neste terceiro ano, a nossa atenção voltar-se-á para a temática da integração social das crianças, tão maltratadas pelas famílias e sociedade, segundo relatos dos últimos dias”, afirmou o presidente da CEAST.

José Manuel Imbamba exortou mesmo às comissões de evangelização e catequese e da Pastoral da Criança a “prosseguirem abnegada e pacientemente” a sua missão, a fim de lançar “novas sementes evangélicas e culturais nas famílias e na sociedade em geral”.

“E, desta maneira, além de prevenirmos os vários males que contra as crianças são cometidos diariamente, lançamos bases sólidas para uma sociedade de virtudes, ética e valores autênticos “, salientou.

“Neste sentido, as escolas católicas jogam e jogarão um papel fundamental. Só assim, creio eu, poderemos ter o futuro de progresso e realização plena que todos almejamos”, defendeu.

Fonte: NJ

Artigos Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo