
Angola junta-se às celebrações do Dia Internacional do Vitiligo, uma data dedicada à consciencialização sobre a condição, ao combate ao preconceito e à promoção da inclusão social das pessoas que vivem com a alteração da pigmentação da pele.
No país, a Associação de Vitilindos de Angola (AVA), presidida por Ana Cristina Cangombe, tem sido uma das principais vozes na defesa da causa, desenvolvendo ações de sensibilização, apoio psicológico, orientação e mobilização social para pessoas com vitiligo e suas famílias.
Fundada em 29 de junho de 2022, a associação completa quatro anos de atividade marcados por campanhas de informação, participação em eventos públicos e criação de espaços de partilha de experiências, contribuindo para uma maior visibilidade do tema e para a redução do estigma que ainda afeta muitos cidadãos.
Apesar dos avanços registados, a AVA reconhece que persistem desafios significativos, sobretudo no que diz respeito à expansão das suas atividades para todas as províncias do país e ao fortalecimento de parcerias que permitam garantir um acompanhamento mais próximo das comunidades.
Na mensagem alusiva à efeméride, a presidente Ana Cristina Cangombe destacou que o trabalho da associação vai além da sensibilização, procurando devolver autoestima e esperança a centenas de pessoas que convivem diariamente com o vitiligo.
“A nossa missão é mostrar que o vitiligo não define capacidades nem limita sonhos. Continuaremos a trabalhar para que cada pessoa seja respeitada, valorizada e tenha acesso ao apoio necessário”, afirmou.
Especialistas recordam que o vitiligo é uma condição crónica, não contagiosa, caracterizada pela perda de pigmentação da pele, podendo afetar pessoas de qualquer idade, sexo ou origem. Embora não represente risco direto para a vida, o impacto emocional e social pode ser significativo, tornando fundamentais o apoio psicológico, o acompanhamento médico e a informação correta.
No Dia Internacional do Vitiligo, a Associação de Vitilindos de Angola renova o apelo à sociedade, às instituições públicas e privadas e aos profissionais de saúde para que reforcem o compromisso com a inclusão, o respeito pela diversidade e a eliminação do preconceito, promovendo uma Angola mais humana, solidária e consciente.



