O Presidente da UNITA disse esta terça feira, 19, após ter sido recebido pelo Presidente da República, que vai levar o pacto da de estabilidade política e economica ao parlamento para discussão apesar de João Lourenço o ter rejeitado.
Apesar de o Executivo ter considerado que não existe em Angola qualquer razão política ou institucional que justifique a aprovação de um Pacto Político de Estabilidade, o documento vai ser debatido na Assembleia Nacional por iniciativa da UNITA.
“Embora o Executivo tenha rejeitado a proposta que apresentamos em audiência formal, o debate foi positivo e ficou a vontade de o Pacto de Estabilidade Democrática ser debatido na Assembleia Nacional”, referiu Adalberto Costa Júnior depois da audiência com o Presidente da República.
De acordo o líder do principal partido da oposição, a proposta do “Pacto de Estabilidade Democrática” da UNITA tem vindo a ser partilhada com representantes da sociedade civil, partidos políticos e igrejas.
Para o presidente da UNITA, o diálogo vai continuar à volta do documento porque o seu conteúdo visa garantir um ambiente de estabilidade e prevenir conflitos face aos próximos desafios eleitorais em Angola e aos problemas sociais que o país atravessa.
“A estabilidade política, a consolidação da paz e da estabilidade, representa um imperativo nacional, principalmente num contexto marcado pela aproximação das eleições”, referiu em conferência de imprensa realizada para abordar a sua conversa com João Lourenço.
Questionado sobre a possibilidade de seis forças políticas, Bloco Democrático (BD), FNLA, PDP-ANA, PNSA, RENOVA Angola e PPA estarem traçar estratégias, tendo em vista uma coligação eleitoral nas eleições de 2027, disse que a UNITA não está preocupada, estando sim a trabalhar para vencer as próximas eleições.
Relativamente ao Bloco Democrático (BD) que se arrisca à extinção caso concorra novamente às eleições sem uma lista própria ou através de uma coligação informal, Adalberto da Costa Júnior referiu que esta formação política tem que encontrar uma saída para participar no pleito eleitoral de 2027.
Sobre o 9º Congresso Ordinário do MPLA, Adalberto Costa Júnior não quis comentar o assuntou interno daquele partido, mas saudou a possibilidade de, pela primeira vez, avançar com múltiplas candidaturas à sua liderança.
Fpnte: NJ


