Profeta Israel Ford justifica casamento poligâmico e contesta interpretação de passagem bíblica

PROFETA Israel Ford com as suas duas esposas, Lydia (l) e Shakayla. No último domingo, a primeira esposa de Ford, Lydia, apresentou a seus membros da igreja, a segunda esposa do marido dela, Shakayla (r). De acordo com o profeta autoproclamado Ford, casar apenas com uma esposa é antinatural. Israel Ford é um profeta que vive nos EUA, Ohio e lidera a Igreja Lifeworks.
O profeta Israel Ford pronunciou-se sobre as críticas relacionadas com a sua decisão de manter um casamento poligâmico, depois de anunciar recentemente o seu segundo casamento na igreja. A situação tem gerado debate em torno da interpretação das Escrituras, sobretudo da passagem bíblica que estabelece que um líder religioso deve ser “marido de uma só mulher”.
Ao abordar a polémica, o clérigo defendeu que essa orientação bíblica não deve ser interpretada como uma regra aplicável indistintamente a todos os membros da igreja, argumentando que o texto se refere especificamente às exigências impostas a determinadas funções de liderança religiosa.
“Primeiro, não sou bispo nem sou diácono. Dois, se realmente fosse isso que isso significasse, então só teria a ver com aqueles que estão nesse nível de liderança”, afirmou Israel Ford, ao justificar a sua posição perante as críticas.
Para reforçar o seu argumento, o profeta recorreu ainda a outra passagem bíblica, relacionada com a orientação de que as mulheres permaneçam em silêncio durante as reuniões da igreja. Na sua perspectiva, determinadas instruções das Escrituras devem ser compreendidas tendo em conta o contexto cultural em que foram estabelecidas.
“E assim que consegui esse entendimento, consegui até ir ao capítulo anterior, no capítulo dois, onde diz que as mulheres devem ficar silenciosas na igreja. Bem, eu consegui superar essa. E eu sabia que isso era uma coisa cultural. Então, porque não podemos esquecer o outro, que é um bispo? É cultural”, declarou.
A argumentação de Israel Ford procura, assim, sustentar que a passagem bíblica sobre o casamento de líderes religiosos deve ser analisada à luz do seu contexto, tal como, na sua interpretação, acontece com outras orientações presentes nas Escrituras.
O caso continua a levantar questões sobre a poligamia no meio religioso, a interpretação dos textos bíblicos e os critérios utilizados pelas diferentes igrejas para definir as condutas dos seus membros e dirigentes.



