
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, considera que o aumento do preço de gasóleo “não é inevitável, é consequência de 24 anos de paz sem estratégia industrial”.
Reagindo à subida do preço do gasóleo, o líder da UNITA deixou a farpa ao Executivo: “50 anos de independência sem soberania energética e de uma governação que prefere exportar petróleo bruto e importar miséria”.
“Em 1975, herdámos a refinaria de Luanda, inaugurada em 1958. De lá para cá, o País conheceu a paz, recebeu centenas de milhares de milhões de dólares em receitas petrolíferas, e o que construiu?”, questionou, sublinhando que a refinaria de Cabinda está concluída, mas inoperante.
De acordo com o líder do principal partido da oposição, a refinaria do Lobito está em obras, mas sem perspectiva de conclusão.
“A refinaria do Soyo prometida, adiada, esquecida. Em cinco décadas, não se investiu verdadeiramente no sector nuclear da nossa economia. É inaceitável”, refere, argumentando que “é uma falha de visão que hoje se transforma em gasóleo a 420 kwanzas e em fome nas mesas angolanas”.
Segundo Adalberto Costa Júnior, o Governo não está apenas a ser imprevidente, está a multiplicar activamente a pobreza.
Refira-se que o Governo angolano aumentou o preço do litro de gasóleo de 400 a 420 Kwanzas.
Segundo o Executivo, a actualização do preço do gasóleo insere-se na estratégia da retirada gradual dos subsídios aos combustíveis, uma medida que justifica com o elevado peso desta despesa no Orçamento Geral do Estado.
Fonte: NJ



