
Foi detido, em Luanda, o proprietário de uma empresa gestora de táxi por aplicativo que está a ser acusado de vender mais de 100 carros, de clientes, até nove milhões de kwanzas por unidade, com a finalidade de imigrar para a Europa.
De acordo com o porta-voz nacional da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), Quintino Ferreira, este “negócio” só foi possível porque “os clientes, por intermédio de um contrato, entregaram as suas viaturas à empresa gestora, para o serviço de táxi por aplicativo”.
Ficou aprovado no contrato que a empresa pagaria mensalmente aos donos dos carros 320 mil kwanzas e se eles quisessem que p pagamento fosse semestral, receberiam um milhão de kz.
Nos primeiros meses o acusado cumpriu com o combinado, mas depois começou a fugir às suas responsabilidades usando desculpas.
O homem tinha em sua posse mais de 100 viaturas, que estavam sob sua gestão, desde à procura de motoristas até à manutenção, os clientes já não tinham nenhum contacto com os veículos, apenas recebiam o dinheiro por via de transferência bancária.
De forma parcial e sem o consentimento dos proprietários, explica Quintino Ferreira, o empresário começou a vender os carros, por oito a nove milhões de Kwanzas, cujo objectivo era, alegadamente, juntar dinheiro e imigrar para a Europa.
Quando os lesados se aperceberam que as suas viaturas foram comercializadas, fizeram uma participação à Polícia Nacional, e os agentes da DIIP detiveram-no para averiguações.
Fonte: NJ



