
O Presidente da Unita, Adalberto Costa Júnior, defendeu esta segunda feir, ser urgente repensar o País, com investimentos em planeamento urbano, reforço da fiscalização das construções em áreas de risco e criação de mecanismos de alerta precoce e resposta rápida.
O líder da UNITA, que reagia à morte de pelo menos 30 pessoas na sequência das fortes chuvas que caíram um pouco por todo o País, referiu que “o povo deve ser protegido, não punido, por viver em condições muitas vezes impostas pela pobreza e pela negligência histórica das autoridades”.
“Cada tragédia como esta é um lembrete doloroso de que a segurança dos cidadãos deve ser central na agenda de qualquer governo”, sublinhou, apelando às autoridades competentes que actuem com rigor e urgência, mas também que trabalhem em conjunto com as comunidades para identificar soluções duradouras.
Para o líder da UNITA, a solidariedade política deve traduzir-se em acções concretas, nomeadamente obras, prevenção e protecção permanente.
“Que estas perdas não sejam apenas números, mas um catalisador para mudanças estruturais e sustentáveis que salvem vidas”, disse, frisando que o seu partido propôs um conjunto de medidas “que olham para além do imediato”.
O presidente da UNITA propôs um plano nacional de prevenção e gestão de inundações, um instrumento de Estado que envolva ministérios chave, governos provinciais, municipais e comunidades locais, com mapas de risco actualizados, sistemas de alerta precoce e acções de evacuação planeadas consoante o nível de perigo.
A UNITA defende também a identificação de áreas de risco elevado e a promoção de programas de reassentamento digno, com habitação de qualidade, infra-estruturas e acesso a serviços básicos.
“A UNITA defende um investimento em infra-estruturas de drenagem urbana e rural, melhorar sistemas de escoamento de água, limpar valas e canais antes da época das chuvas, e reforçar a capacidade de resposta dos serviços municipais de manutenção”, destacou o presidente da UNITA, que defende ainda campanhas regulares sobre riscos climáticos e como agir antes, durante e depois de eventos extremos, envolvendo escolas, lideranças comunitárias e meios de comunicação.
Relativamente à gestão de resíduos e limpeza urbana, Adalberto da Costa Júnior é a favor da regulação da recolha e eliminação de lixo, que bloqueia as valas e canais de drenagem, agravando inundações.
O líder do principal partido da oposição apresentou como solução o financiamento de emergência e seguro comunitário, para criar fundos de apoio às vítimas e mecanismos de seguro social que ofereçam suporte imediato às famílias afectadas por desastres naturais.
No que diz respeito ao planeamento territorial “sério e inclusivo”, disse ser necessário redesenhar o uso do solo urbano e periurbano com base em estudos hidrológicos e de risco, para evitar assentamentos em encostas perigosas e linhas de água.
“Priorizar reassentamentos voluntários em áreas seguras, com infra-estruturas essenciais, garantindo dignidade e acesso a serviços básicos”, referiu, sublinhado que “governar é, acima de tudo, proteger vidas”.
“Este momento exigente convida todos nós a repensar Angola, a forma como ocupamos o território, como estruturamos as nossas cidades, como cuidamos dos mais vulneráveis. Que Angola aprenda com cada desafio e avance mais forte, mais organizada e mais capaz de proteger cada família”, finalizou Adalberto Costa Júnior.
Fonte: NJ



