
A Transportadora Aérea Angolana (TAAG) tem como meta reduzir o prejuízo operacional de 123 milhões de dólares para cerca de 90 milhões ainda este ano. O anúncio foi feito pelo presidente do conselho de administração, Clovis Lara Rosa, que garantiu que a companhia está a crescer com disciplina, a aumentar a utilização da frota e a reforçar a geração de receitas.
O responsável revelou que a estratégia da empresa assenta em seis pilares fundamentais: pessoas e comunidade, eficiência organizacional, excelência operacional, superioridade comercial, conectividade e sustentabilidade financeira. “Começámos pelas pessoas”, sublinhou, em entrevista ao jornal Público.
A TAAG conta atualmente com 2.726 colaboradores, dos quais 68% são mulheres, refletindo uma forte presença feminina na companhia. Clovis Lara Rosa destacou ainda os investimentos em formação de pilotos e técnicos, a identificação de talentos estratégicos e a modernização dos processos de recrutamento e avaliação. “A sustentabilidade de uma companhia aérea começa sempre pelas pessoas”, reforçou.
Em 2025, a TAAG transportou mais de 1,25 milhões de passageiros, com destaque para o crescimento do tráfego de ligação, que já representa mais de 270 mil passageiros. “Isso confirma que a estratégia de hub está a dar resultados. Luanda está progressivamente a afirmar-se como um ponto de ligação regional, e esse é um ativo estratégico para Angola”, assegurou o PCA.
No âmbito do programa de transformação e reestruturação denominado “Palanca”, a TAAG anunciou em fevereiro deste ano um conjunto de medidas temporárias de controlo e redução de custos. As ações adotadas incluem a suspensão temporária de contratações externas e promoções, maior controlo de despesas operacionais e de viagens de serviço, bem como restrições em incentivos comerciais e na aquisição de bens e serviços.
A companhia assegura, contudo, que as medidas não afetam a segurança operacional, a manutenção de aeronaves, nem a disponibilização de tripulação de cabine e cockpit — áreas consideradas críticas e que permanecem integralmente salvaguardadas.
Fonte: Forbes



