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Meu sonho de Angola

Texto: Harley Abrantes

Eu tive um sonho.
Um sonho de uma Angola melhor, justa e unida.
Uma Angola sem fome, sem perseguição e sem corrupção.
Uma Angola onde nenhuma família precise procurar alimento nos contentores de lixo para sobreviver.

Sonhei com um país saudável, limpo e digno, onde o político trabalha para o povo e não o contrário. Uma Angola sorridente, com o seu povo a cantar, a dançar ao ritmo da marimba e a celebrar a esperança de dias melhores.

Tal como Martin Luther King sonhou com a América, eu sonhei com uma Angola onde as crianças andam livres, sem medo da violência e da insegurança. Uma Angola onde o diálogo substitui a exclusão e onde diferentes vozes se sentam à mesma mesa para pensar soluções reais para os problemas do país.

No meu sonho, a música voltou a ser voz de mudança e anúncio de uma nova era — uma era de justiça social, igualdade e distribuição justa das riquezas.

E sim, nós podemos.
Podemos construir uma nova Angola.

Podemos ter hospitais com mais empatia, escolas que ensinam com verdade e paciência, polícias mais pedagógicos e uma administração pública que respeita o cidadão. Podemos ter governantes próximos do povo, sem excessos, sem privilégios desnecessários.

Sonhei com manifestações pacíficas protegidas pela polícia, com um país solidário diante das dificuldades e com cidadãos tratados com dignidade.

Dizem que sonhar é de graça. Mas é dos sonhos conscientes que nascem as grandes transformações.
Este é o sonho de muitos angolanos.
E Angola ainda pode viver a realidade deste sonho.

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