
Mais de dez mil trabalhadores, de diferentes sectores de actividade económica, beneficiaram, ao longo do último período, de serviços de saúde ocupacional, no quadro das acções de prevenção, promoção do bem-estar e melhoria das condições de trabalho desenvolvidas por empresas especializadas no domínio da saúde no trabalho.
A informação foi avançada pelo Director do Simplifica Saúde Ocupacional, Romário Salvador, ao fazer o balanço das intervenções realizadas no âmbito da prestação de serviços de saúde, que incluem exames médicos admissionais, periódicos e ocasionais, avaliações clínicas, acções de rastreio, bem como actividades de sensibilização para a prevenção de doenças profissionais e acidentes laborais.
Segundo o responsável, o crescimento da procura por este tipo de serviços demonstra uma mudança gradual de mentalidade por parte das empresas angolanas, que começam a encarar a saúde e a segurança no trabalho como um investimento estratégico, com impacto directo na produtividade, na redução do absentismo e na melhoria do clima organizacional.
Romário Salvador sublinhou que os cuidados de saúde ocupacional desempenham um papel fundamental na identificação precoce de riscos associados às actividades profissionais, permitindo a adopção de medidas preventivas adequadas e a protecção da integridade física e mental dos trabalhadores.
“A prevenção continua a ser o caminho mais eficaz para reduzir custos com doenças, baixas médicas prolongadas e acidentes de trabalho”, observou.
O responsável destacou ainda que os serviços prestados abrangem trabalhadores de empresas públicas e privadas, com especial incidência nos sectores da indústria, construção civil, logística, serviços e comércio, considerados áreas de maior exposição a riscos ocupacionais.
Para além dos exames clínicos, sublinhou, são igualmente realizadas avaliações das condições dos postos de trabalho, com recomendações técnicas para a melhoria dos ambientes laborais.
No seu entender, a aposta contínua na saúde ocupacional contribui para o reforço da responsabilidade social das empresas e para o cumprimento das normas legais em vigor, alinhando-se com as boas práticas internacionais em matéria de segurança e saúde no trabalho.
“Empresas que cuidam dos seus trabalhadores tornam-se mais sustentáveis e competitivas”, realçou.
Romário Salvador defendeu, por outro lado, a necessidade de uma maior articulação entre o sector empresarial, as entidades reguladoras e os prestadores de serviços de saúde, com vista à consolidação de uma cultura de prevenção e bem-estar laboral em todo o país.
Acrescentou que a expansão destes serviços às pequenas e médias empresas continua a ser um dos principais desafios do sector.
Com a intensificação das acções de saúde ocupacional, acrescentou, espera-se que mais trabalhadores tenham acesso regular a cuidados preventivos, contribuindo para a redução de doenças profissionais, o aumento da eficiência produtiva e a promoção de ambientes de trabalho mais seguros, saudáveis e humanizados.



