
O Presidente do MPLA João Lourenço reforçou este sábado, 28, na abertura do VIII Congresso Ordinário da Organização da Mulher Angolana (OMA), em Luanda, um forte apelo à organização feminina para assumir papel de liderança no combate à violência baseada no género, à pobreza e à exclusão social em Angola.
Na sua intervenção, o líder do Movimento Popular de Libertação de Angola destacou a importância da participação activa das mulheres em todos os sectores da vida política, social e económica, afirmando que não existe desenvolvimento sustentável sem igualdade de género nem democracia sólida sem mulheres nos espaços de decisão.
João Lourenço sublinhou que a OMA deve continuar a ser uma força mobilizadora na defesa da dignidade da mulher, no combate à violência baseada no género, na promoção da autonomia económica, no acesso à educação, saúde e emprego digno. Enfatizou ainda a necessidade de actuação firme contra práticas nocivas como a expulsão de crianças acusadas de feitiçaria e a mutilação genital feminina, crimes que considerou inaceitáveis sob qualquer justificação cultural ou religiosa.
O chefe de Estado apontou igualmente a luta contra a pobreza, o desemprego e as desigualdades sociais como prioridades que exigem participação comunitária e políticas públicas eficazes. Ressaltou que as mulheres são muitas vezes as principais responsáveis por assegurar a estabilidade e a esperança nas comunidades, especialmente onde o Estado ainda não chega com rapidez desejada, actuando como “rosto da resistência cotidiana” em Angola.
João Lourenço referiu que o trabalho da OMA deve estar directamente ligado ao exercício cívico e à formação política das militantes, à promoção do empreendedorismo feminino, ao apoio à agricultura familiar e à transição da economia informal para a formal, reforçando redes de solidariedade económica que fortaleçam a autonomia das mulheres.
O Presidente destacou que o lema do congresso “mulher angolana unidas para transformar os desafios em conquistas” não deve ser apenas uma frase de efeito, mas um compromisso real de actuação na sociedade, com vista a construir um país mais justo, próspero e estável.
A intervenção de João Lourenço ainda reconheceu os avanços já realizados em várias áreas, embora admitindo que muitos desafios sociais persistem e que é preciso intensificar os esforços para garantir igualdade de oportunidades e melhoria das condições de vida em todo o território nacional.
Fonte: CK


