
O Complexo Hospitalar General de Exército Pedro Maria Tonha “Pedalé” (CHGEPMTP) realizou o primeiro procedimento minimamente invasivo para tratamento de patologias vasculares cerebrais na história do sistema público de saúde em Angola. O marco representa o início de um projecto nacional de Neurorradiologia de Intervenção, permitindo que casos complexos, anteriormente tratados no exterior, passem a ser realizados no país, disse a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta
O procedimento foi liderado pelo neurorradiologista brasileiro Carlos Clayton Freitas, presidente honorário da Associação Brasileira de Neurorradiologia, em colaboração com especialistas angolanos, entre os quais Wilson Teixeira, chefe do Serviço de Neurocirurgia, e Celestino Delgado, chefe do Serviço de Radiologia da unidade hospitalar.
A equipa realizou intervenções em aneurismas cerebrais, mal- formações arteriovenosas e fístulas arteriovenosas, recorrendo a técnicas avançadas de abordagem endovascular minimamente invasiva. Em Angola, os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) figuram entre as principais causas de mortalidade e incapacidade, o que reforça a importância deste avanço clínico.
Até agora, disse a ministra, o Estado angolano suportava custos médios superiores a 200 mil dólares norte-americanos por paciente para evacuação e tratamento no exterior. Para um conjunto de 12 casos, os encargos ultrapassavam 2,4 milhões de dólares.
Fonte: OPAÍS



