
Angola, juntamente com Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, teve o seu acordo de acesso preferencial a produtos nos Estados Unidos prorrogado até 31 de dezembro de 2026, com efeitos retroativos a 30 de setembro de 2025.
A medida insere-se no âmbito da Lei de Crescimento e Oportunidades para África (AGOA), instrumento que permite aos países africanos exportar uma série de produtos para o mercado norte-americano sem tarifas aduaneiras.
A extensão do acordo oferece a Angola a oportunidade de diversificar as exportações, especialmente nos sectores agrícola, têxtil e manufatureiro, aumentando a competitividade das empresas nacionais fora do país. Analistas destacam que, embora o benefício seja válido apenas por mais um ano, ele cria previsibilidade para exportadores e investidores num contexto económico global marcado por tensões comerciais.
O programa AGOA exige ainda que os países beneficiários cumpram critérios de governança, direitos humanos, combate à corrupção e pluralismo político, o que torna a manutenção do acesso preferencial dependente tanto de políticas internas quanto de desempenho económico.
Especialistas sublinham que esta prorrogação surge em momento estratégico, em que Angola procura consolidar relações comerciais internacionais e fortalecer a integração regional e o desenvolvimento económico sustentável.
Fonte: CK



