“Violência só contribui para que mais moçambicanos caminhem para o desemprego e miséria” – Chapo

Num comunicado enviado à redacção da imprensa, o candidato da Frelimo, Daniel Chapo, confirmado pelo Conselho Constitucional como presidente eleito de Moçambique, repudiou a destruição do património público e privado, mortes de concidadãos, ofensas corporais de diversa ordem e obstrução de estradas, além de ondas de saques, pilhagens e roubos, que decorrem desde o anúncio dos resultados das eleições, no passado mês Outubro.
“As manifestações que estão a acontecer nalguns pontos de Moçambique, com particular destaque para as cidades de Maputo, Matola, Nampula e Beira, resvalou para a violência”, disse, e acrescentou: “este tipo de actos só contribuem para que o país regrida e mais moçambicanos caminhem para o desemprego e miséria”.
Daniel Chapo fez ainda menção aos moçambicanos que estão a criar milícias para conterem actos de vandalismo em seus bairros e apelou para que hajam dentro da lei.
“Verificando a gravidade da insegurança nos seus bairros, cidades e vilas, estão já em acções de vigilância popular e de remoção de barricadas, como forma de a vida voltar à normalidade no mais curto espaço de tempo. Para a nossa segurança, todos somos chamados a colaborar. Que tudo seja feito dentro da lei, sem violência e em colaboração com as Forças de Defesa e Segurança”, lê-se no comunicado.
Segundo novo balanço feito na quinta-feira pela plataforma eleitoral Decide, são contabilizadas até ao momento 252 mortes nas manifestações pós-eleitorais em Moçambique, desde 21 de Outubro, metade das quais apenas desde o anúncio dos resultados finais, na segunda-feira, “uma situação muito preocupante por estarmos a perder vidas humanas, de que Moçambique tanto precisa para desenvolver e continuar a afirmar-se no concerto das nações”, referiu, Chapo.
Ontem, um incêndio de grandes proporções num armazém próximo à ponte pedonal do bairro George Dimitrov (Benfica), em Maputo, resultou na descoberta de onze corpos carbonizados.
“Pilhagens, vandalismo, destruição de bens públicos e privados, danificação do piso de estradas, só para citar alguns casos, são um atentado à harmonia social, à nossa dignidade enquanto pessoas, longe de ser uma solução para os nossos problemas, que vão desde ataques terroristas, escassez de transporte público condigno, qualidade de ensino, serviços de saúde de melhor qualidade e até o desemprego, cujas taxas irão certamente subir como resultado da previsível falência dalgumas das empresas que foram severamente afectadas por esta situação que o país
vive”, disse o candidato do partido no poder.
Daniel Chapo encerrou o seu comunicado prometendo aos empresários que estão a ser prejudicados “trabalhar juntos em soluções para os problemas gerados por esta triste situação”.
“A todos os moçambicanos, independentemente, de entre outros, da raça, cor, opção política, filiação partidária, nível de escolaridade, lugar de nascimento e crença, reitero que serei Presidente de todos, servindo com sentido patriótico, ética e compromisso, tudo fazendo para juntos renovarmos Moçambique”, finalizou Daniel Chapo.
Fonte: CK