
No Cunene, dois funcionários da Autoridade Geral Tributária (AGT) e um ajudante de despachante forram detidos pelo Serviço de Investigação Criminal por crimes de falsificação de documentos e fraude fiscal qualificado, consubstanciado em indícios fortes de falsificação de processos de trânsito de mercadorias, acusados de defraudar o Estado em 30 milhões de kwanzas já apurados e um outro montante por se confirmar de mais de 90 mil milhões de kwanzas.
A detenção aconteceu nos dias 31 de Março e 1 de Abril, na cidade de Ondjiva, localidade de Santa-Clara, “em sequência investigativa”, e no cumprimento de mandados do Ministério Público.
António Mendes da Silva, ex-chefe de departamento de Navegação e Controlo da delegação aduaneira da Santa-Clara, actualmente técnico da repartição fiscal, Fernandes da Cruz Gomes, 30 anos e Miguel Kalianguila, 45 anos, técnicos da AGT, e Agostinho Joaquim António, 47 anos, despachante oficial, serão presentes ao Ministério Público para ulteriores procedimentos legais, enquanto diligências prosseguem para deter outros envolvidos, avança o SIC.
O SIC explica que a investigação em curso, que incide sobre factos relativos a 2023 e 2024, “detectou fortes suspeitas de um esquema fraudulento, de concertação de funcionários da AGT com despachantes, para falsificação de processos de trânsito de mercadorias provenientes da Zâmbia, com passagem pela Namíbia e posto aduaneiro de Santa clara, alegando que as mercadorias tinham como destino a República Democrática do Congo, quando na verdade eram vendidas em território nacional, sem o pagamento dos direitos aduaneiros, causando avultados prejuízos aos cofres do Estado”.
A AGT teem sido notícia nos últimos meses devido a um esquema que lesou o Estado angolano em vários milhares de milhões de kwanzas
Fonte: NJ


